Política
ALE atrasa discuss�o do or�amento estadual
MARCOS RODRIGUES As negociações para adição de emendas ao projeto de Orçamento Geral para 2005, enviado pelo governo do Estado à Assembléia Legislativa, adiaram as discussões sobre o texto final entre os deputados estaduais. Os parlamentares da Comissão de Orçamento ainda não se reuniram nenhuma vez, desde que o plenário remeteu a proposta para análise. No projeto enviado à Assembléia, o governo fixa R$ 3,460 bilhões para gastar. Agregadas a esse valor, figuram as emendas individuais. Elas são fruto de uma negociação do Executivo com o Legislativo. As emendas do ano passado ainda não foram liberadas pelo governador Ronaldo Lessa (PSB). O líder do governo, deputado Sérgio Toledo (PSB), por conta da não liberação, já foi cobrado duas vezes no plenário da ALE. Depois do deputado Gervásio Raimundo (PTB), o seu colega Gilberto Gonçalves (PP) também demonstrou sua insatisfação. Contudo, além deles, outros deputados, do chamado ?grupo dos descontentes?, preferem atuar em silêncio, mas dão sustentação às cobranças públicas. Cada parlamentar deixou de receber R$ 150 mil; os que integram a Comissão de Orçamento cobram R$ 350 mil cada. Dois projetos já causam polêmica e podem não receber dotação orçamentária. O primeiro envolve a criação do soldado e bombeiro voluntários. Por conta de uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), que considera ilegal a contratação de pessoal para o serviço público sem concurso, a proposta pode não decolar. O segundo projeto que já enfrenta resistências é o que pede aumento de salário para os desembargadores. Pela proposta, cada um passaria a receber R$ 17.242,00. Acordo O presidente da CO, deputado Marcos Ferreira (PSB), não cumpriu o acordo firmado na semana passada com os parlamentares, de reunir a comissão na última quarta-feira. Devido à homenagem ao ministro do STF Marco Aurélio ded Mello, na última quarta-feira, os deputados decidiram adiar os trabalhos, pela segunda vez. Segundo o regimento da ALE, os deputados têm até o dia 15 de dezembro para votar a matéria. A data, caso não seja cumprida, deixa a Assembléia em sessão permanente, até a apreciação em plenário.