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GREVE DOS AGENTES COMPROMETE COMBATE À DENGUE, ZIKA E CHIKUNGUNYA

Parados desde o dia 11, trabalhadores montaram acampamento improvisado à porta da Secretaria Municipal de Saúde de Maceió

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Imagem ilustrativa da imagem GREVE DOS AGENTES COMPROMETE COMBATE À DENGUE, ZIKA E CHIKUNGUNYA
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A greve dos agentes de saúde de Maceió vem resultando em alguns prejuízos para os moradores da capital alagoana, praticamente em todos os bairros, de alguns serviços de saúde básicos e elementares, principalmente para os que residem nas áreas mais endêmicas da cidade, em virtude da falta de estrutura de saneamento e esgoto, problema que alcança grande parte da periferia. Os trabalhadores em greve reclamam da indiferença com o movimento, adotada pela Prefeitura de Maceió, que ainda não implantou o piso nacional dos trabalhadores, sancionado no dia 6 de maio e definido através da Emenda Constitucional (EC) 120/2022, que determina o pagamento de R$ 2.424,00 como piso dos agentes comunitários de saúde (ACS) e de combate as endemias (ACE). Para Maurício Sarmento, uma das lideranças do movimento grevista, o fato de os agentes estarem de braços cruzados gera muitos impactos na saúde geral da população. “A paralisação dos agentes afeta diretamente as ações do Programa de Saúde da Família (PSF) e as visitas domiciliares no combate às arboviroses zika virus, chikungunya, doenças causadas pelo contato com o mosquito. Cerca de 70% dos trabalhadores aderiram ao protesto e se revezam em acampamento instalado na porta da SMS, quando diariamente se manifestam em atos com falas e palavras de apoio, inclusive com a participação de servidores de outras áreas diariamente. Com isso, grande parte da população maceioense está sendo lamentavelmente preterida dos serviços” disse Maurício Sarmento. Segundo Sarmento, por parte da gestão pública, os profissionais e o movimento estão sendo tratados sem a devida importância pela da Prefeitura de Maceió. “Ainda não há nenhum tipo de aceno no sentido de resolver esse impasse. A última vez que estivemos com o secretário de Gestão, nos foi passado que o município iria fazer um estudo de impacto, mas que seria difícil implantá-lo. Os valores pagos são de responsabilidade do Governo Federal e o município paga apenas os custos do plano de cargos. Infelizmente o agente de saúde de Maceió é o profissional mais barato do país, em todas as cidades”, afirmou Sarmento. Já faz tempo que a categoria alega que o município de Maceió, ao invés de implantar o piso, está pagando apenas um complemento dos salários para aqueles que recebem menos que os R$2.424,00. Os 1.250 servidores públicos municipais de Maceió lutam também pela reestruturação do Plano de Cargos e Carreiras, com a implantação dos vencimentos iniciais em dois salários mínimos vigentes, como determina a Emenda Constitucional 120, de 5 de maio de 2022. Somente em 2006, o profissional agente de endemias teve o seu trabalho regulamentado e, dessa forma, conquistou alguns direitos e uma melhor percepção de suas funções. Por ser um cargo novo dentro da estrutura de saúde, muitas pessoas perguntam o que um agente faz. De uma forma resumida, ele deve atuar, prevenir e esclarecer a população sobre doenças consideradas endêmicas, trabalhando em parceria com as equipes de saúde básica, vigilância sanitária, epidemiológica e ambiental para combater e evitar a propagação de doenças.

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