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Para Luiz Pedro, testemunha “quer aparecer”

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CELIO GOMES GILVAN FERREIRA Na última sexta-feira, a GAZETA tentou, durante todo o dia e à noite, contato com o deputado Luiz Pedro (PDT), para que ele respondesse às acusações do funcionário público Sebastião Pereira, pai de Carlos Roberto Rocha, seqüestrado no último dia 12 de agosto, mas o deputado não foi encontrado. A reportagem tentou falar com o parlamentar pelos seus dois telefones celulares pessoais e outros dois de seus assessores, mas não foi possível qualquer contato. Ainda na noite de sexta-feira, a reportagem conseguiu falar com uma assessora do parlamentar, Ana Monteiro, que argumentou que não tinha como localizá-lo naquele momento, mas prometeu informar o deputado sobre o interesse da GAZETA em entrevistá-lo. N o dia 2 deste mês, em entrevista à GAZETA, por telefone, Luiz Pedro negou categoricamente sua participação ou a de seus seguranças no seqüestro de Carlos Roberto. ?Ele quer aparecer? Segundo o deputado, o pai de Carlos Roberto ?quer aparecer? utilizando seu nome. O deputado afirmou que conhece Sebastião Pereira e que ele tinha procurado um amigo em comum ?para dar um jeito? no próprio filho. O motivo, segundo Luiz Pedro, seria que, além de consumidor de drogas, Carlos Roberto estaria tentando montar um ponto de venda de drogas em uma das áreas do conjunto Luiz Pedro III. ?Eu não tenho nada a ver com o desaparecimento desse rapaz, que as pessoas dizem que era traficante de maconha. Não tenho nada com isso, não mandei seqüestrar ninguém. Isso tudo é coisa do pai desse rapaz, que quer aparecer em cima do meu nome?, disse o parlamentar na mesma entrevista, no começo de dezembro. ?Esse Sebastião é meu conhecido lá do Vergel do Lago, e há um tempo ele procurou um amigo de nós dois para pedir para falar comigo, e aceitei falar com ele. Na conversa, ele disse que vinha sofrendo muito com o filho, que vivia ameaçando ele e sua esposa, e me pediu para arrumar um pessoal para desaparecer com ele, matar ele?, acusou Luiz Pedro. ?Não sou disso? O deputado garantiu que não defende a utilização da violência e nem a praticava em seus conjuntos habitacionais ? construídos na periferia de Maceió. ?Jamais, na minha vida, eu iria matar ou arranjar uma pessoa para matar alguém; não faço isso e nem concordo que se faça isso em minha área?, defendeu-se. Normas rígidas A GAZETA apurou que o deputado Luiz Pedro mantém uma série de normas, que têm de ser cumpridas pelas pessoas que recebem lotes ou imóveis dentro das suas áreas de domínio. As normas são fiscalizadas pelos ?seguranças comunitários? contratados pelo parlamentar. ?Lá, o povo só pode ouvir som até 10 horas da noite; ele não aceita quem não vota nele nem quem fuma maconha. Pessoas estranhas também não são bem vistas e às vezes são fiscalizadas pelos seguranças. Todo mundo obedece e tem que cumprir o que ele manda. Nos conjuntos do Luiz Pedro, os moradores têm mais medo dos seguranças dele do que da polícia?, revelou um dos moradores do Conjunto Luiz Pedro ouvido pela reportagem.

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