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Deputado tem grupo de exterm�nio, diz servidor

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CELIO GOMES GILVAN FERREIRA O funcionário do Detran Sebastião Pereira dos Santos denuncia a suposta ligação do deputado estadual Luiz Pedro (PDT) com um grupo de extermínio, que atuaria na área do Tabuleiro do Martins, em Maceió. O grupo é acusado no seqüestro e possível assassinato do filho de Sebastião Pereira, Carlos Roberto dos Santos, que desapareceu em 12 de agosto deste ano, depois de ser levado por quatro homens, que invadiram sua casa, no conjunto Luiz Pedro III, no Tabuleiro. Os supostos integrantes do grupo de extermínio seriam responsáveis pela ?manutenção da ordem? na região controlada pelo parlamentar. ?Eles matam quem não cumpre as leis do deputado Luiz Pedro?, disse o funcionário público, em entrevista exclusiva à GAZETA na última sexta-feira. O pai do desaparecido conta detalhes do que sabe sobre o assunto. ?Por exemplo, ele [Luiz Pedro] não gosta de quem usa drogas, e é por isso que eu acho que meu filho foi seqüestrado e assassinado?, afirma. Segundo ele, ?os homens do Luiz Pedro querem ser polícia e chegam a ameaçar e a matar o povo, como fizeram com meu filho, que não foi o primeiro. Mas outras pessoas têm medo de denunciar?, acusa Sebastião Pereira. ?É por isso que eles vão continuar fazendo esse tipo de coisa, mas eu acredito que desta vez a Justiça vai punir essas pessoas, que acham que, por serem seguranças do deputado Luiz Pedro, nada acontece a eles?. Em longo depoimento à GAZETA, demonstrando emoção e revolta, Sebastião Pereira revela detalhes do seqüestro do filho e faz um apelo ao governo do Estado, à Justiça e à Assembléia Legislativa para garantir sua vida e a de seus familiares, que estariam correndo risco de morte pela sua decisão de cobrar o esclarecimento do seqüestro do filho. ?Eu queria pedir às autoridades de Alagoas, ao governador Ronaldo Lessa, ao presidente da Assembléia Legislativa, deputado Celso Luiz, ao desembargador Washington Luiz e aos representantes do Ministério Público e da OAB a garantia da minha vida e da milha família. Já perdi meu filho de forma covarde e cruel, e sei que agora posso ser assassinado, mas chega de tanta violência em Alagoas?, disse ele, sem conter o choro.

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