Política
SERVIDORES PÚBLICOS GARANTEM DESENVOLVIMENTO E MOVIMENTAM ECONOMIA
Estado conta com 180 mil servidores públicos nas esferas estadual, municipal e federal
Já imaginou a escola, ambiente que forma quase todas as profissões, sem servidores públicos? São eles que garantem desenvolvimento, elo entre o Estado e a sociedade e mesmo assim são estigmatizados. Já imaginou se não existissem esses funcionários como ficaria a economia de Alagoas? Eles geram empregos e consomem. São mais de 180 mil em todas as esferas. Esse trabalhador está em todos os lugares: na unidade de ensino, na delegacia, no hospital, nas ruas.
Neste dia 28, dedicado ao servidor público, a Gazeta ouviu representantes de sindicatos atuantes em Alagoas, que falaram sobre avanços e desafios nesta data e um economista que analisa o papel desses trabalhadores na economia.
Há 77,5 mil servidores públicos estaduais em Alagoas, parcela significativa da população, importante para o funcionamento da máquina pública e o desenvolvimento. “O serviço público, o Estado, o Município e a União são organização e para qualquer organização funcionar, o centro das atenções dela tem que ser as pessoas, especialmente seus clientes. No caso do serviço público, os clientes são a população geral atendida pelos serviços que têm que ofertar saúde, segurança, educação, geração de emprego e renda, desenvolvimento de ciência e tecnologia, enfim, todas as obrigações que o serviço público tenha”, destaca o economista Lucas Barros.
O economista lembra que quando a gente vai ao hospital público, sempre tem atendente, auxiliar de enfermagem, enfermeiro, médico e o pessoal da gestão. Todos são servidores públicos, que estão atendendo ali para entregar um serviço de saúde pública de qualidade para a população. “Então isso mostra essencialidade do serviço público de modo geral, no caso explicado pela saúde, mas isso se reproduz para educação, para segurança, saneamento, ciência e tecnologia, enfim, todas as áreas que a população precisa ser atendida”, diz.
Segundo Lucas de Barros, no caso de Alagoas, há cerca de 180 mil funcionários públicos distribuídos entre serviço municipal, estadual e federal, assim como no judiciário, legislativo e executivo. “A principal concentração dos servidores públicos está na esfera municipal. Em Alagoas, os municípios têm mais ou menos 122 mil servidores públicos, todos eles somados, a renda média de um servidor público no nosso estado, em qualquer das esferas,é de R$ 2.794”, analisa o economista.
Ele lembra o impacto para a economia alagoana ter mais de 180 mil pessoas (servidores públicos municipal, estadual e federal) no estado que têm cerca de 3,3 milhões de habitantes. “É uma quantidade bem considerável de uma população economicamente ativa e com renda média acima da média da população em geral. Então, são servidores que consomem, que vão nos mercados, que vão ao show, que vão ao bar, compra calçado, que compra um serviço, de modo geral. Então esses servidores também estão girando a economia privada, não só o próprio serviço público”, destaca o economista, que acrescenta “então a gente traz 2 essencialidades do servidor público, primeiro na prestação de bom serviço público e segundo a própria movimentação do dinheiro, fazendo a economia girar”.
“A população cobra direitos que não são cumpridos, dentro da escola ou em qualquer órgão público. É obrigação do Estado garantir esses direitos. Mas esses direitos são garantidos porque os verdadeiros atores que impulsionam a máquina pública, que fazem com que essa máquina funcione, somos nós servidores públicos. Somos nós que mantemos o Estado vivo, o Estado funcionando e dando resposta a população. Prédios enormes e estrutura física não funcionam se não tiver o servidor”, afirma Célia Capistrano, vice-presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Educação de Alagoas (Sinteal). A sindicalista lembra a importância da valorização do servidor público, situação reconhecida pela categoria, menos do que esperava infelizmente, mas já com melhoria dos salários em Alagoas. Já o presidente do Sindicato dos Policiais Civis de Alagoas (Sindpol), Ricardo Nazário, destaca que a categoria conseguiu sucesso na aquisição de materiais de trabalho, como armamento, mas ainda está longe do ideal. “A gente espera o valor devido aos policiais civis, como a reposição inflacionária. Têm direitos que a gente vem pleiteando como o adicional noturno, que é pago, mas o valor errado. As delegacias também continuam com problemas e falta capacitação para os policiais civis”, finaliza Nazário.