Política
Racha ajuda Jo�o Lyra
O racha que afeta o PMDB nacional poderá favorecer, em Alagoas, ao deputado federal João Lyra (PTB), que se articula para a sucessão em 2006. O parlamentar saiu fortalecido na eleição para prefeito de Maceió quando derrotou o candidato do governo do Estado, Alberto Sextafeira (PSB). O que beneficia Lyra é a distância do senador Renan Calheiros de seus aliados do PSB. Como o senador apoiou o candidato José Wanderley ? e no segundo turno optou pela independência ? há um clima favorável para o grupo de João Lyra. Isso pode ser reforçado com as posições do PSB, cujas lideranças admitem ser ?mais fácil? conversar com o PMDB se o partido permanecer no governo. Essa opinião é defendida pelo governador Ronaldo Lessa e seu vice Luis Abílio. ?Claro que essa relação fica facilitada se os dois partidos apoiam o governo federal?, declarou o governador em exercício Luís Abílio. Distante Desde a eleição do prefeito Cícero Almeida (PDT), que PSB tenta se reaproximar do senador Renan Calheiros. Até o momento, nenhum encontro oficial foi mantido entre as duas legendas. A maior temor dos dirigentes do PSB é perder o apoio de Renan, que em 2002, juntamente com o PSDB, apoiou a reeleição do governador Ronaldo Lessa (PSB). Já nesse período, ficou acordado que em 2006 Renan sairia candidato a governador, enquanto Lessa seguiria para o Senado. O detalhe é que os dois continuam com os mesmos planos, mas não confirmam se estarão no mesmo palanque. Ontem, ao comentar se a crise peemedebista pode atrapalhar os acordos em Alagoas, Wellison Miranda, membro do Diretório Estadual do PSB, disse que confia que a base governista do partido é maior que os que querem a ruptura com o governo federal. ?Por isso, acredito que em Alagoas não existirão grandes problemas. Quem conhece o PMDB sabe que eles sempre se dividem. Foi assim com o governo FHC?, lembra Miranda. Segundo Miranda, uma das tarefas do governador em exercício Luís Abílio, empossado presidente do Diretório Regional do PSB, é de ?conversar com todos os segmentos, inclusive o PMDB?. PPS No calor da ruptura anunciada pelo PMDB, o PPS, também comunicou a sua saída do governo. Segundo Regis Cavalcante, nomeado para a Secretaria Municipal de Educação, seu partido ?ficará independente do governo, mas garantirá a governabilidade?. Ao discutir os impactos, no Estado, da ruptura do PMDB nas alianças para 2006, Regis considerou que nada impede que se construa uma ?força de centro-esquerda?. (MR)