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Deputado dep�e a juiz sobre seq�estro na sexta-feira 17

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GILVAN FERREIRA O juiz da 3ª Vara Criminal de Competência Não Privativa, Hélder Loureiro, agendou para a próxima sexta-feira, dia 17, às 13 horas, no Fórum da Serraria, o depoimento do deputado estadual Luiz Pedro (PDT). Ontem, o juiz confirmou que envia hoje um ofício à presidência da Assembléia Legislativa, com o pedido de autorização para ouvir o depoimento do parlamentar, que, por ter foro privilegiado, tem o direito de escolher dia, data e local para ser ouvido pela autoridade judicial. Mas o próprio parlamentar já declarou que não usaria de sua prerrogativa e aceitaria depor em qualquer dia. O depoimento de Luiz Pedro deve esclarecer sua suposta ligação com Adézio Rodrigues Nogueira e Láercio Pereira Barros, presos desde outubro. Eles são dois dos acusados de envolvimento no seqüestro do desempregado Carlos Roberto dos Santos, que ocorreu em agosto deste ano. Suborno O deputado também deve esclarecer a denúncia de seu ex-funcionário Adézio Nogueira. Segundo Nogueira, o deputado Luiz Pedro teria lhe oferecido R$ 200 por mês, para que ele não revelasse a suposta participação de quatro seguranças do parlamentar no seqüestro de Carlos Roberto. Em seu depoimento ao juiz Hélder Loureiro, Adézio Nogueira disse que os autores do seqüestro foram os policiais militares Genivaldo Teixeira (o Godzila) e Naelson, além de outro funcionário do deputado, Leone Lima, o Léo. ?Eu não tenho nenhum envolvimento nesse seqüestro?, disse Adézio Nogueira. ?Fui informado de que teve a participação dos quatro seguranças do deputado Luiz Pedro, que me ofereceu 200 reais por mês, até que eu saísse da cadeia, para ficar calado e não contar nada do que sabia?, denunciou Nogueira. Adézio, que foi reconhecido pela esposa de Carlos Roberto, Alessandra Cristina da Silva, contou ao magistrado que Luiz Pedro contratou até advogado para fazer a sua defesa no processo, que também envolve outro segurança do deputado, Laércio Pereira. Adézio alegou também que chegou a receber uma visita do deputado na delegacia do 8º Distrito, quando recebeu R$ 50 e a garantia de que ficaria livre da prisão. Depois dessa visita, Adézio disse que o deputado não o procurou mais e nem cumpriu a promessa de pagar os R$ 200 mensais pela garantia do seu silêncio. Hélder Loureiro também pretende esclarecer a denúncia do pai de Carlos Roberto, o funcionário do Detran Sebastião Pereira, sobre a suposta ligação de Luiz Pedro com um grupo de extermínio, que age na área dos cinco conjuntos residenciais de propriedade do parlamentar. Acusações Ontem, o magistrado voltou a ouvir Sebastião Pereira, que confirmou as denúncias da suposta ligação do deputado Luiz Pedro com o grupo de extermínio, que, segundo Pereira, foi responsável pelo seqüestro do seu filho, Carlos Roberto. Durante o depoimento de Sebastião Pereira, que durou mais de três horas, o juiz foi informado da presença do deputado Luiz Pedro e de um grupo de homens, supostamente seguranças do parlamentar, em uma área próxima ao Fórum da Serraria. O parlamentar foi visto em um veículo Hilux de cor preta. A segurança particular de Hélder Loureiro foi acionada para investigar a presença do deputado e do grupo de seguranças nas proximidades do Fórum, onde acontecia o depoimento de Sebastião Pereira. Os seguranças do juiz, que foi ameaçado de morte por integrantes da gangue fardada, não conseguiram localizar o deputado e o grupo de seguranças, que já teriam deixado o local. A atitude de Luiz Pedro foi considerada ?estranha? e provocou a decisão do juiz Hélder Loureiro de determinar que a segurança de Sebastião Pereira fosse garantida por policiais do Tigre, o grupo de elite da Polícia Civil. Segundo o juiz, o deputado vai participar de uma acareação com o pai de Carlos Roberto, Sebastião Pereira, e com o ex-funcionário do parlamentar, Adézio Nogueira. A acareação vai servir para o esclarecimento das denúncias feitas contra o deputado Luiz Pedro, que ainda não foi acusado formalmente pelo juiz Loureiro. O deputado Luiz Pedro vai prestar depoimento acompanhado do advogado criminalista José Fragoso, que ontem se afastou formalmente da defesa de Adézio Nogueira. José Fragoso, que foi indicado como advogado dativo de Adézio Nogueira, foi substituído pelo advogado Flávio Gomes de Barros.

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