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Paul�o defende apura��o sobre Luiz Pedro

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MARCOS RODRIGUES A convocação do deputado Luiz Pedro (PDT) para ser acareado na investigação que apura sua suposta ligação com seqüestro e formação de quadrilha provocou ontem reações na Assembléia Legislativa (ALE). Luiz Pedro está sendo convocado pelo juiz Hélder Loureiro, da 3a Vara Criminal de Competência Não Privativa. Para o deputado Paulo Fernando dos Santos (PT), a ALE deve se pronunciar sobre o problema que compromete a ?imagem ética? do Poder. ?As denúncias são muito sérias e nos expõem para a sociedade. Se existirem excessos da Justiça, que se apure e se punam os responsáveis. Defendo que as investigações sigam até o fim, porque não sou corporativo?, disse Paulão. O deputado Luiz Pedro, que já atuou como subdelegado, é acusado de ter ordenado o seqüestro do desempregado Carlos Roberto dos Santos. Quem aponta o envolvimento do parlamentar é o pai da vítima, Sebastião Pereira Rocha, e Adézio Rodrigues Nogueira, ex-funcionário do deputado. Adézio está preso, apontado ele mesmo como suspeito no crime, a mando do deputado. Para esclarecer o seqüestro, ocorrido no dia 12 de agosto, a Justiça quer confrontar a versão do parlamentar com a das testemunhas. Comissão Como presidente da Comissão de Direitos Humanos da ALE, Paulão disse que manteve contatos com o pai da vítima. Segundo Paulão, é fundamental que Sebastião Pereira tenha proteção do Estado para garantir sua vida. ?Defendo isso porque, pelo contexto que está criado, se algo acontecer a ele [Sebastião], o responsável será o deputado Luiz Pedro?, alertou Paulão, ao ouvir do próprio Luiz Pedro que ?inimigos querem prejudicá-lo?. Defesa Em sua defesa, o deputado Luiz Pedro acusa um inimigo imaginário. Ele não revelou nenhum nome, mas disse que vem investigando o seqüestro, a seu modo, para colher dados sobre o crime. ?É preciso deixar claro, novamente, que eu não sou bandido. Por que não mostram o meu trabalho social, ao invés de me darem lapadas todos os dias??, indagou Luiz Pedro, acusando a imprensa de ?distorcer? sua versão para o episódio. Ele explicou aos colegas de parlamento que o pai da vítima, Sebastião Pereira, pediu a José Milton, que ?arrumasse um jeito de matar o seu filho [Carlos Roberto], por ele ser envolvido com maconha?. Segundo Luiz Pedro, nas investigações que tem realizado, descobriu uma outra testemunha, identificada apenas como ?João?, que teria abrigado em sua casa, ?por 15 dias, a vítima?. Sempre se referindo ao seqüestrado ? e possivelmente morto ? Carlos Roberto como ?bandido?, o deputado disse que já tem a informação de que, durante o ?esconderijo? de Carlos, seu próprio pai teria comprado para ele dois quilos de maconha. ?Estou disposto a me encontrar com o juiz para contar tudo e provar que não tenho nada a ver com esse caso?, afirmou Luiz Pedro. Solidariedade Após o pronunciamento de Luiz Pedro, o único parlamentar a lhe prestar solidariedade foi o deputado Cícero Ferro (PMDB). Ferro voltou a dizer que também tem sido ?vítima das calúnias da imprensa e de suas armações com a juíza Iva Bernadete?. Ferro citou várias vezes a GAZETA DE ALAGOAS e reafirmou que ?está na hora de o Poder Legislativo tomar uma posição em defesa de seus pares, alvos de juízes e da imprensa?.

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