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Foco da SSP continua no planejamento para redução dos homicídios

Secretário Flávio Saraiva destaca uso da tecnologia e coordenação integrada como essenciais para combate à criminalidade

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Imagem ilustrativa da imagem Foco da SSP continua no planejamento para redução dos homicídios
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O desafio de manter Alagoas um estado de paz, com controle dos números da violência urbana e reduções significativas nos homicídios é permanente na gestão do governador Paulo Dantas (MDB). A revelação foi feita pelo secretário estadual de Segurança Pública, Flávio Saraiva, em entrevista exclusiva à Gazeta de Alagoas.

Com planejamento de ações, o uso de tecnologia, coordenação integrada de inteligência e análise de dados, tem sido possível garantir continuidade do endurecimento contra a criminalidade, aliada à construção de ações futuras capazes de garantir a sensação permanente de segurança.

A compreensão da cúpula da secretaria é a de que o combate permanente também inclui ações preventivas do Estado, ofertando cobertura social, seja com a educação, intervenções urbanas e geração de oportunidades. Essa base nasceu na gestão do ex-governador Renan Filho (MDB) e serve como uma espécie de mantra que conduz a equipe com continuidade, mas sem perder o foco em novas ideias para o futuro. “Pegamos uma estratégia de segurança já em desenvolvimento. Mas, quando se assume uma missão dessas, também tem que se colocar algumas inovações e aperfeiçoamento. O grande foco da segurança pública é a redução da violência, principalmente redução de homicídios e temos tido sucesso. A estatística relacionada a isso, iniciada em 2012, e, agora em 2022, indica que temos um quadro que demonstra o que foi feito no período de uma década”, analisou Saraiva. Ou seja, a capital Maceió saiu da liderança negativa, em 2012, de uma das mais violentas do mundo com uma curva decrescente nas estatísticas. Na prática, ela desceu e está em estabilidade. “O grande desafio é fazer isso se reduzir ainda mais. Tanto que, no mês de agosto de 2022, foi o mês de maior redução relacionada a homicídios”, completou o secretário.

Em sua avaliação, o ataque à violência com ações sociais, associadas a um melhor planejamento policial, só se tornou possível porque o Executivo entendeu que tem que estar à frente comandando, dando condições de trabalho, mas também cobrando resultados.

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“Um governo forte e com o propósito de revolucionar a segurança pública de fato foi feito. Quando se fala em segurança pública, temos algumas iniciativas deste governo que são experiências disruptivas. A exemplo do impacto do Programa Vida Novas nas Grotas. Ele também teve impacto na redução da violência. E muito grande e precisa ser medido. Há ainda as creches Cria, onde o governo faz uma no povoado de Monteirópolis e acaba sendo a maior obra do lugar. Que importância tem isso? As crianças estarem o dia todo na escola. São experiências transformadoras. Vieram os Cisps, que hoje já são 49, onde a Polícia Civil, Polícia Militar e, às vezes, Guarda Municipal, estão lá integradas. Isso também é uma experiência inovadora”, analisou o ex-delegado. Com a experiência de quem dedicou a vida a combater o crime, em diversas frentes, mesmo com capacitação individual, lembra que o modo equivocado do gasto com a área, em décadas passadas, democratizava a “miséria”, pulverizando-a nas diversas forças que agiam sem sincronia. “Num município pequeno com 40 mil habitantes se tinham residências transformadas em instituição policial. Os Cisps dão dignidade para que o trabalhador policial execute sua atividade com decência. Não há secretário forte com governo fraco. Temos experiências disso, com governadores que terceirizaram a segurança pública. E isso não aconteceu com o governo Renan Filho e, agora, Paulo Dantas. Deu responsabilidade a quem é da tropa. Tivemos coronéis, um promotor público e agora um delegado”, observou Saraiva. Segundo o secretário, ao raiar do dia, em geral o primeiro “bom dia” que recebe é do próprio governador Paulo Dantas. Quase sempre perguntando sobre os índices da violência, em especial homicídios. Isso faz com que, mesmo antes de ser cobrada, a secretaria, por meio de suas esquipes estatísticas, esteja com os números prontos. São nessas oportunidades, por exemplo, quando eventualmente há “um ponto fora da curva”, o próprio Dantas quer saber o porquê e, principalmente, o que deve ser feito para a retomada do controle. “Essa é uma missão do secretário, mas sob o comando do governador, que comanda e cobra dados periodicamente”, disse o secretário. Renovação Saraiva considera que a linha direta entre secretaria e governo, nos últimos anos, foi decisiva para a construção de um cenário favorável à renovação dos quadros. Como exemplo, cita que a Polícia Civil, em geral, faz um concurso a cada dez anos. “Se passa uma década e isso não é salutar. Hoje, com as novidades tecnológicas, onde o delegado da última turma é totalmente diferente da primeira turma. Os novos são nativos digitais e os primeiros vão pegar e tentar entender e se adaptar. Isso é um choque de gerações. Por isso devemos ter concursos com prazos mais curtos”, explicou o secretário.

Conforme lembrou, na PM as seleções já ocorrem com tempo mais curto, a cada três anos no máximo, provocando renovação permanente. Saraiva lembrou que a Polícia Científica está com concurso em andamento e que agora o “Plano de Governo” observe essas necessidades das forças policiais.

“Uma outra coisa que teríamos que propor, e em Minas Gerais já ocorre, é a realização de concurso para as chamadas áreas administrativas da segurança. Porque às vezes se investe muito num policial e em sua carreira e ele vai para uma atividade burocrática. Não que isso seja desmerecido, mas que se tenha uma carreira para isso. O Estado tem que ter isso”, propôs Saraiva.

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