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Futuro de Almeida agita base aliada

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A saída do prefeito eleito Cícero Almeida do PDT acabou agitando os outros partidos da base aliada do futuro governo municipal. O deputado federal José Thomaz Nonô (PFL), líder do partido em Alagoas, disse que não negaria a entrada do prefeito, mas não estava convidando Almeida para o PFL. ?O PFL é o partido mais aberto de Alagoas, o que tem maior transparência?, garantiu, deixando claro o interesse em ter o prefeito como filiado. Nonô indicou o futuro secretário municipal de Saúde, João Macário, ex-diretor do Hospital Universitário, e que assinou a ficha de filiação do partido no dia da indicação ao cargo. Nos bastidores, antes de conseguir a Saúde, Nonô tentou a pasta da Educação, mas ela já estava reservada para o PPS e ficou com Regis Cavalcante. No âmbito nacional, o PFL é oposição ao governo Lula; no Estado, desde o começo do governo de Ronaldo Lessa (PSB), o partido declarou oposição ao governador. Hoje, o partido tem um prefeito na sigla, um deputado estadual e um federal. ?O partido é pequeno em Alagoas?, reconheceu Nonô. Ainda segundo ele, se o prefeito resolvesse entrar no PFL, isso não significaria a existência de dificuldades nas relações com os governos estadual e federal. PPS No PPS, o clima não é de disputa, pelo menos é o que disse o líder do partido no Estado, Regis Cavalcante. ?A vinda de Almeida seria bem recebida?, disse Cavalcante. Ele também disse que não estava convidando o prefeito para entrar na legenda. ?O prefeito é uma pessoa que teve dificuldades no PDT. Nós lamentamos isso. Se ficar configurada a saída dele do partido, estamos de portas abertas para recebê-lo?, repetiu. O PPS tem sete prefeitos em Alagoas, cinco vice-prefeitos e 59 vereadores. ?Em Maceió, não fizemos nenhum vereador?, lembrou o líder do partido. Nacionalmente, o PPS declarou recentemente estar ?independente? do governo Lula, e não quer nomes do partido no governo federal. No Estado, antes das eleições municipais, tinha uma secretaria no governo Lessa (a de Recursos Hídricos), mas entregou o cargo e assumiu a candidatura a prefeito de Regis Cavalcante, que acabou perdendo no primeiro turno, apoiando, em seguida, Cícero Almeida. Apesar dos conflitos enfrentados com o governo federal, Cavalcante garantiu que isso não prejudica a cidade na distribuição de recursos federais. PTB O PTB é presidido em Alagoas pelo deputado federal João Lyra, principal ?padrinho? da campanha do prefeito eleito. Em seus quadros, 19 prefeitos eleitos, 14 vices, 117 vereadores (quatro em Maceió) e quatro deputados estaduais. ?Quem não quer um prefeito eleito em seu partido??, perguntou o presidente do diretório municipal, vereador Walter Pitombo Laranjeiras, o Toroca. ?Eu desconheço se existem negociações para que o prefeito entre no partido?, desconversou. Segundo Toroca, entre todos os partidos, as chances maiores de Almeida são a de que ele entre no PTB. ?Não por causa do doutor João Lyra, mas da boa bancada na Câmara, da sua vice [Lourdinha Lyra], que é do partido?, destacou. João Lyra foi o responsável pela maior parte das indicações do futuro secretariado, inclusive de alguns nomes de suas empresas. O PTB é da base aliada do governo federal e, em Alagoas, ensaia oposição ao governo estadual. Recentemente, João Lyra admitiu que pode ser candidato ao Palácio Floriano Peixoto. (OR)

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