Política
Partidos namoram C�cero Almeida
A eleição da Mesa Diretora da Câmara Municipal de Maceió poderá representar, depois do dia 1o de janeiro, um ?troca-troca? de partidos. A tendência será apontada pelo prefeito Cícero Almeida, que mesmo ainda filiado, já se considera longe de sua legenda, o PDT. Por conta da situação de ruptura com o PDT, Almeida vem sendo ?namorado? por três partidos. Ninguém, entretanto, assume que tenha feito o pedido ou o convite ao prefeito. Entre as legendas que estão na disputa pela sua presença está o PFL. Comandado pelo deputado federal José Thomaz Nonô, o partido ganharia um fôlego importante para enfrentar a nova conjuntura criada a partir da eleição de Almeida. Na semana passada, Nonô negou que articule a ida de Almeida para o PFL, mas reconheceu a importância dessa decisão. ?Antes de qualquer coisa, seria uma honra contarmos com o prefeito, mas confesso que cheguei a pedir justamente o contrário. Sugeri que ele esperasse mais o quadro se definir?, explicou Nonô. O deputado se refere ao quadro nacional, que colocou o seu partido na oposição ao governo Lula. A preocupação é que a ida de Almeida para o partido possa representar um rompimento com o Planalto. Cícero Almeida também já fez essa avaliação, mas reconhece que o PFL é um dos partidos mais estruturados nacionalmente, com prefeitos em capitais importantes. Câmara A ida de Almeida para o PFL também representaria um reforço para a candidatura de Arnaldo Fontan. Isso foi considerado também por outro vereador pefelista, o estreante na política Cristiano Matheus. Durante sua diplomação, na quinta-feira, ele revelou que também tem trabalhado com essa possibilidade. ?Seria algo muito importante para o partido?, considerou. O vereador Arnaldo Fontan não quis antecipar detalhes das negociações com Almeida, mas revelou que o partido está envolvido também com o projeto político de 2006, ano da eleição para o governo do Estado. O PFL não está sozinho no namoro com Almeida. A diferença é o poder de articulação do partido. O PPS também está na fila, mas como articula uma fusão em nível nacional, com o PDT, o partido de Regis pode ficar de fora das preferências. O detalhe é que se Almeida aceitasse ir para o PPS, voltaria a conviver com seu ex-padrinho Geraldo Sampaio. Os dois estão com as relações pessoais e políticas rompidas desde a eleição de Almeida, no final de outubro. Contudo, mesmo com esse quadro, existem fontes ligadas aos dois que apontam a fusão como a ?saída ideal? para a crise. O complicador passaria a ser os quadros do PDT, como o advogado Heth César Bismark. Ele foi o autor do pedido de expulsão de Almeida, até hoje engavetado no partido. De fora da polêmica envolvendo o PDT, mas não distante de Almeida, está o PTB de seu novo padrinho político, o deputado federal João Lyra. Como tem planos de ser candidato ao governo em 2006, Lyra foi orientado a não parecer centralizador, filiando Almeida ao seu partido. Enquanto não se define, o prefeito eleito já avisou que ficará sem partido por um período. (MR)