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Prefeito s� define novo partido depois da posse

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Definição de um novo partido político, só após a posse, em 1º de janeiro. Essa é a orientação da assessoria jurídica para o prefeito eleito Cícero Almeida, que garante que só sairá do PDT depois que estiver empossado na Prefeitura de Maceió. ?Por enquanto, não estou sem partido. Continuo no PDT?, garantiu ele, na tarde de ontem. O anúncio de que sairá do PDT foi feito na sexta-feira passada, pelo próprio Almeida. A decisão encerrou uma crise que durou 30 dias, iniciada depois que o PDT sentiu-se desprestigiado e traído por não ter participado da composição da equipe de transição de governo e da escolha do secretariado. Em entrevista coletiva convocada no dia 16 de novembro, o presidente regional do PDT, Geraldo Sampaio, chegou a pedir que Almeida deixasse o partido. Apesar de haver muita expectativa em torno da futura legenda do prefeito, ele não dá pistas do caminho que pretende seguir. Até agora, as principais especulações são de que ele pode ir para o PTB, PFL ou PPS, partidos que o próprio Almeida admite como possíveis. O PTB é o partido da vice-prefeita Lourdinha Lyra e, no Estado, é presidido pelo pai dela, o deputado federal João Lyra, financiador da campanha de Cícero Almeida à prefeitura. A possibilidade de filiação de Almeida ao PTB é considerada interessante para Lyra, que tem planos de ser candidato ao governo do Estado em 2006, e teria sido orientado a não parecer centralizador. O PFL é comandado no Estado pelo deputado federal José Thomaz Nonô. Com a filiação de Almeida, a legenda ganharia um fôlego importante para enfrentar a nova conjuntura política no Estado. O ponto negativo seria o fato de o PFL ser oposição ao governo Lula, o que poderia representar um rompimento com o Planalto, dificultando a captação de recursos federais para Maceió. O PPS ? partido presidido no Estado pelo futuro secretário de Educação de Cícero Almeida, Regis Cavalcante ? também tem a simpatia do prefeito. Contra essa possibilidade, só o fato de que nacionalmente o PPS está articulando com o PDT (atual partido de Almeida) uma fusão, o que levaria o prefeito de volta ao partido presidido por Sampaio e para a oposição a Lula. Legislação A atual legislação partidária e eleitoral brasileira não obriga os candidatos eleitos a nenhum tipo de fidelidade partidária nem trata especificamente do caso de mudança de legenda antes da diplomação ou da posse pelo prefeito eleito. Segundo especialistas ouvidos pela GAZETA, a legislação é obscura em relação ao tema e, por isso, Cícero Almeida foi aconselhado a permanecer no PDT e só trocar de legenda após a posse. Apesar disso, no caso dos deputados federais e senadores eleitos, a mudança de filiação partidária tornou-se quase uma tradição política no Brasil. O deputado é eleito pelo partido ? muitas vezes para alcançar o coeficiente eleitoral conta com votos de outros candidatos de seu partido ? mas pode mudar depois de eleito, sem nenhum ônus ou restrição. Assim, antes mesmo da posse, parlamentares já estão em mudança, buscando principalmente acomodações regionais. (LB)

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