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CPI do Banestado: vota��o pode ficar para 2005

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Brasília - Sem acordo entre oposição e governo, a votação do relatório final da CPI do Banestado corre o risco de ser adiada para fevereiro, depois do recesso parlamentar. A alegação será que, pelo regimento, a comissão não pode funcionar enquanto há sessão deliberativa no plenário. Foi marcada votação no plenário às 10h, e a reunião CPI está prevista para as 11h de hoje. Pelo cronograma inicial, a sessão de hoje da CPI deveria chegar a um texto final que contemplasse as 51 sugestões apresentadas pelos integrantes da comissão ao relatório do deputado José Mentor (PT-SP). Havia a perspectiva também de apresentação de votos em separado, como o do presidente da CPI, senador Antero Paes de Barros (PSDB-MT), e o do deputado Sérgio Miranda (PC do B-MG). Em nota divulgada ontem, Mentor afirma que quer acatar todas as sugestões e indiciamentos de caráter técnico e que se sustentem na investigação conduzida pela CPI. No relatório apresentado na semana passada, Mentor propôs o indiciamento de 91 pessoas. A lista começa com o ex-presidente do Banco Central Gustavo Franco, a quem acusa de facilitar a prática de evasão de divisas por meio de normativos do BC. O indiciamento de Franco contrapôs o PSDB ao PT. Em dez sugestões apresentadas ao relator, os tucanos propõem a exclusão do ex-presidente do BC do rol de indiciados, bem como de trechos do relatório em que Mentor imputa ao presidente da CPI a responsabilidade pelo não-aprofundamento da investigação. O deputado Eduardo Paes (PSDB-RJ) pede a inclusão do ex-prefeito Paulo Maluf na lista de indiciados e a exclusão de trechos em que o relator assegura a legalidade de operações financeiras relacionadas ao presidente do BC, Henrique Meirelles, ao ex-diretor do BC Luiz Augusto Candiota e ao ex-presidente do Banco do Brasil Cassio Casseb. Em seus adendos, o relator estuda incluir no relatório dados sobre operações financeiras relacionadas ao senador Ney Suassuna (PMDB-PB), aos deputados federais Ricardo Rique (PL-PB) e Vittorio Medioli (PSDB-MG) e ao deputado estadual Carlos Gaban (PFL), presidente da Assembléia Legislativa da Bahia. E aceita excluir, a pedido dos pefelistas, os nomes dos ex-governadores do Paraná João Elísio de Campos e Jayme Canet Júnior.

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