Política
A 5 dias da posse de lula, partidos ainda disputam 16 ministérios
Presidente eleito deixou para esta semana anúncio dos últimos nomes que vão compor sua equipe
O presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) guardou para a última semana de 2022 o anúncio dos últimos nomes que vão compor sua equipe ministerial a partir do ano que vem.
Em meio aos 16 ministérios que não tiveram os titulares anunciados, há alguns que reúnem mais atenção, seja pelo poder envolvido, pela exposição política ou pelas altas cifras que comandam.
É nesse “filé” que os três principais partidos de centro e centro-direita que circundam o governo eleito estão concentrados. São oito pastas em disputa para o MDB, PSD e União Brasil. A equipe de transição já tem um desenho de como seria essa distribuição, mas ainda há alguns entraves.
Fontes ouvidas pela CNN dizem que o PSD deve ficar com indicações para o Ministério da Agricultura e o de Minas Energia.
Há ainda a possibilidade de um terceiro ministério para a sigla para atender a deputados federais. Inicialmente, o nome apresentado ao governo eleito foi o do deputado Pedro Paulo (PSD-RJ), próximo ao prefeito do Rio, Eduardo Paes. Por causa de acusações passadas de violência doméstica, o nome perdeu força.
simone tebet
A senadora Simone Tebet (MDB-MS) tem reunião prevista com o presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), para discutir sua eventual nomeação para o Ministério do Planejamento, mas, segundo dirigentes do PT, a possibilidade estaria enfrentando resistência de um petista de peso: o futuro ministro da Fazenda, Fernando Haddad.
A suposta insatisfação de Haddad com uma nomeação da senadora para a equipe econômica já teria, segundo dirigentes petistas, sido transmitida a Lula, que tenta chegar a uma equação que contemple Tebet em sua Esplanada dos Ministérios.
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Para isso, Lula deve ter uma nova conversa com a cúpula nacional do MDB. Uma saída seria nomear a senadora para o Ministério das Cidades, pasta que ela tem sinalizado preferência, e indicar um representante da bancada do partido na Câmara dos Deputados em outro assento na Esplanada.
Tebet foi aconselhada por um grupo de aliados a apresentar a Lula hoje uma série de condições para assumir o Planejamento, o que inclui controle dos bancos públicos e do PPI (Programa de Parcerias de Investimentos).
Lula, no entanto, já sinalizou a dirigentes petistas que, caso a senadora apresente as exigências, ele deve resistir aos pedidos. Por isso, já avalia um plano B que contemple tanto Tebet como o MDB da Câmara dos Deputados.