Política
ALAGOAS REGISTRA MELHORA NA SITUAÇÃO SOCIOECONÔMICA EM 10 ANOS
Segundo consultoria, entre 2012 e 2021, estado subiu seis posições no Índice dos Desafios da Gestão
Alagoas é o estado do Brasil que registrou a melhora mais acentuada na situação socioeconômica entre os anos de 2012 e 2021, de acordo com o Índice dos Desafios da Gestão Estadual (IDGE), da consultoria Macroplan.
Com o maior ganho de posições na década, Alagoas subiu seis degraus no ranking, para a 19ª colocação, aos 0,406 ponto, 0,100 a mais no período. Já Roraima foi o Estado que mais perdeu posições, caiu 11 degraus, para a 24ª colocação, aos 0,370 ponto, 0,001 ponto a menos.
Analisando os resultados por área, Alagoas também se destaca quando se trata de Infraestrutura. O estado subiu 10 posições, ocupando agora o 3º lugar, com um índice de 0,78, ficando atrás apenas de São Paulo e Distrito Federal. Já no aspecto Condições de Vida, Alagoas subiu 3 posições e agora ocupa o 14º lugar, com um índice de 0,68.
O IDGE, cujos dados foram antecipados com exclusividade pelo Estadão/Broadcast, abrange resultados de 31 indicadores oficiais sobre as áreas da educação, saúde, segurança, juventude, capital humano, infraestrutura, desenvolvimento econômico, desenvolvimento social, condições de vida e situação institucional.
“Um ano acaba sendo uma foto muito curta. A gente gosta de trazer a conjuntura, mas sempre é mais interessante ver o filme”, apontou Gustavo Morelli, sócio-diretor da Macroplan, explicando que o resultado de mais longo prazo reflete um tempo hábil para governantes agirem. “A gente está falando de Estado, não de governo. Mesmo que alguém seja reeleito, ele vai ter oito anos, não vai ter dez. Um Estado que se desenvolve é um Estado que consegue sucesso nessas diferentes passagens de bastão”, acrescentou.
A despeito da evolução média disseminada, os líderes do ranking do desempenho socioeconômico permanecem concentrados no Sul e Sudeste. Mas o melhor desempenho é do Distrito Federal. Os números evidenciam que a qualidade de vida da população brasileira permanece bastante desigual entre as diferentes regiões do País.
O Distrito Federal teve o melhor desempenho em 2021 no IDGE, com 0,669 ponto, dentro de uma escala de 0 a 1 ponto. Quanto mais próximo de 1, melhor a situação socioeconômica do Estado. O resultado da capital brasileira foi quase o dobro do Estado lanterna do ranking, o Maranhão, com apenas 0,348 ponto.
“O IDGE reflete os contrastes brasileiros. O Distrito Federal, o Sul e o Sudeste, seguidos do Centro-Oeste, ocupam as 11 primeiras posições, em contraposição às carências das regiões Norte e Nordeste. Houve avanços nos últimos dez anos (2012-2021) em quase todos os estados, mas com velocidades distintas”, apontou o estudo.
MAIS AVANÇOS
São Paulo subiu 0,036 ponto em uma década, mas caiu duas posições, ficando na terceira posição do ranking, aos 0,646 ponto. A liderança do ranking foi perdida para o Distrito Federal, que subiu 0,070 ponto de 2012 a 2021. O segundo lugar foi de Santa Catarina, aos 0,650 ponto, após um ganho de 0,062 ponto.
“Um dos principais objetivos do estudo é mostrar que existem boas experiências espalhadas pelo País. Não tem um Estado modelo, que fosse o melhor em tudo. Mas se você pegar uma coisa de cada um, você consegue construir um Estado bem legal. As práticas e as políticas estão espalhadas pelo Brasil”, defendeu Morelli. “Não precisa reinventar a roda. O desafio que a gente tem é uma capacidade de implementação do que já existe.”
Joalheiria é alvo de assalto em plena luz do dia em Teotônio Vilela
Prefeitura remove embarcações e objetos abandonados na orla da Pajuçara
Operação prende suspeito de tráfico de drogas em Arapiraca
Polícia inicia 6ª fase da Operação Cerco Fechado
Ação da Semsc remove embarcações e objetos abandonados na orla da Pajuçara
RECESSÃO E PANDEMIA
O estudo mostra que, embora tenha havido avanço do indicador de gestão na última década em quase todos os Estados, essa melhora não ocorreu em todas as áreas pesquisadas. O levantamento lembra que o período investigado foi marcado pela recessão econômica de 2014 a 2016 e pelo choque provocado pela pandemia de covid-19, a partir de 2020.
*Com informações do Estadão