Política
K�tia e Sexta rebatem Almeida sobre cargos comissionados
MARCOS RODRIGUES A decisão do prefeito eleito Cícero Almeida (PDT) de reduzir cargos comissionados, considerados excessivos, causou polêmica, ontem, com a atual gestão na Prefeitura de Maceió. Segundo o vice-prefeito Alberto Sextafeira (PSB) e a prefeita Kátia Born (PSB), ?entre o discurso e a realidade, Almeida quer confundir a opinião pública? para manter os atuais 1.100 cargos ? este seria o verdadeiro número, segundo a atual gestão. ?Ele disse que vai reduzir os cargos comissionados em 60%. Se isso acontecer, o número ficará próximo de 400 cargos; nós vamos cobrar isso?, disse Sextafeira, em tom de desafio. Mas o número real de comissionados da prefeitura ainda é dúvida. Ontem, a Assessoria de Comunicação da Prefeitura de Maceió enviou nota à GAZETA apontando a existência de ?aproximadamente 1.100 cargos, mas nem todos estão preenchidos?. Porém o próprio Sextafeira, por telefone, disse que existem ?1.900 cargos ocupados?. Entre os números da assessoria e os de Sextafeira há uma diferença de, pelo menos, 800 cargos. A resposta de Sextafeira foi para rebater os números divulgados pelo prefeito eleito. Segundo Almeida, existiriam cerca de 2.600 cargos em comissão, dos quais ele promete4u cortar ?mais de 60%?. Campanha Segundo Sextafeira, as especulações envolvendo o número exato de ocupantes de cargos comissionados terminarão com a publicação de suas respectivas exonerações na edição de sexta-feira do Diário Oficial do Município. Sextafeira e Kátia Born acreditam que o que tem predominado nos pronunciamentos do prefeito eleito ainda é o clima da campanha eleitoral. ?Durante a campanha eleitoral, eles divulgaram tanto que o número de cargos passava de 2 mil, que isso ganhou ares de verdade?, disse a prefeita. A discussão envolvendo os cargos só aumentou o clima de hostilidade entre o grupo que está deixando a prefeitura e o que está assumindo. Críticas Além da contestação sobre o número de cargos, Sexta e Kátia também rebateram as críticas de Almeida envolvendo a dívida do município, orçada em R$ 500 milhões. Para Sextafeira, a comparação entre o orçamento que está sendo deixado (de R$ 600 milhões) e a dívida ?não reflete a realidade?. Ele lembrou que a dívida do município é resultado do ?acumulado de décadas de más administrações?. ?O que precisa ser dito é que, apesar das dívidas antigas com o FGTS, INSS, o município manteve em dia todos os seus compromissos?, afirmou Sextafeira, por meio de sua assessoria. O atual vice-prefeito também se irritou com os comentários do futuro secretário municipal de Educação, Regis Cavalcante. Regis acusou a falta de estrutura das escolas municipais e da sede da Secretaria de Educação, além da sonegação de informações. ?Regis quer fazer palanque? O palanque acabou. Vamos administrar a cidade?, cobrou Sexta. Para o vice-prefeito, a transição de sua gestão para a do prefeito eleito pode ser considerada um ?fato histórico?. Como exemplo, ele lembrou que o prédio da Vice-Prefeitura foi cedido para que a equipe de Almeida pudesse iniciar os trabalhos.