Política
Banestado: MP mant�m buscas mesmo sem CPI
A Procuradoria da República do Paraná divulgou nota informando que o término dos trabalhos da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Banestado, mesmo sem a votação do relatório final do deputado José Mentor (PT-SP), não prejudica ou atrasa as investigações realizadas pela força-tarefa do Ministério Público Federal (MPF) no Estado. Os procuradores da República que atuam no caso tiveram acesso a grande parte do material produzido pela CPI antes do término das atividades da comissão - inclusive a que diz respeito às contas do MTB Bank, em Nova Iorque. A parte restante dos documentos poderá ser entregue, independentemente do relatório, ao procurador-geral da República, Cláudio Fonteles, para o encaminhamento às procuradorias da República nos estados. De acordo com a nota, o trabalho da força-tarefa não depende do relatório da CPI para ter continuidade. Os procuradores da República têm provas independentes sobre os esquemas de lavagem de dinheiro por meio do Banestado, conseguidas pelos contatos com as autoridades americanas e com o auxílio da Polícia Federal. As provas que ainda precisam ser colhidas podem ser obtidas diretamente ou por via judicial, tanto no Brasil quanto no exterior. A força-tarefa do MPF investiga o caso Banestado desde maio de 2003. Durante esse período, o MPF denunciou à Justiça Federal mais de 300 pessoas em Curitiba, 68 em Foz do Iguaçu e várias outras pelo restante do Brasil. Até agora, a Justiça Federal em Curitiba condenou 16 dos acusados - três deles já têm sentença transitada em julgado (sem possibilidade de recursos). Alongamento Ficará para os integrantes da próxima Mesa Diretora do Senado a decisão sobre o prazo final da CPI do Banestado: 27 de dezembro de 2004 ou 27 de fevereiro de 2005. O presidente da CPI, senador Antero Paes de Barros (PSDB-MT), declarou o fim da comissão na última segunda-feira. Mas, em recurso encaminhado ao atual presidente do Senado, José Sarney, a líder do PT no Senado, Ideli Salvatti (SC) quer restabelecer um entendimento já firmado pela Mesa Diretora, segundo o qual o prazo final da CPI seria 27 de fevereiro. Devido ao recesso, o recurso só será apreciado pelos próximos integrantes da Mesa, cuja primeira reunião será no dia 14 de fevereiro.