Política
DEPUTADO PEDE COMISSÃO PARA ACOMPANHAR ALAGOANOS DETIDOS
De acordo com Cabo Bebeto, crianças, idosos e pessoas com deficiência estão em condições insalubres no DF
O deputado estadual Cabo Bebeto (PL) protocolou um ofício, nesta terça-feira (10), pedindo que o governo de Alagoas envie uma comissão a Brasília para acompanhar a situação dos alagoanos que estão detidos no ginásio da Polícia Federal após atos de vandalismo na capital federal. Bebeto diz ter recebido relatos de maus-tratos.
O parlamentar também oficiou a Ordem dos Advogados do Brasil em Alagoas (OAB-AL), pedindo atuação da comissão de direitos humanos, bem como o presidente da Assembleia Legislativa de Alagoas (ALE). Ele pede ao presidente da ALE que envie uma equipe na condição de presidente da Comissão de Direitos Humanos da casa. De acordo com o deputado, crianças, idosos e pessoas com deficiência estão detidas e sendo submetidas a condições insalubres. Ele contou que um dos relatos que recebeu conta que, na segunda (9), o almoço dos detidos foi servido às 17h, sem que fosse servido antes café da manhã.
O parlamentar pede ainda o apoio da população, independente da ideologia política. “Nem prova se tem que eles cometeram algum ato de vandalismo. Então, independente da sua ideologia, independente da ideologia do governador, a gente tá pedindo um apoio para que os alagoanos tenham os seus direitos respeitados. E que Alagoas vá lá defender seus irmãos”, argumentou.
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Cabo Bebeto questionou o ofício do governador Paulo Dantas (MDB), enviado aos comandantes da Polícia Militar de Alagoas (PMAL) e do Corpo de Bombeiros Militar de Alagoas (CBMAL), para que militares alagoanos que, supostamente, apoiaram os atos ocorridos em Brasília, no último domingo, 08, sejam investigados. No entanto, o deputado defende que “apoiar qualquer ato respeitoso e pacífico não é crime” e acrescentou que, dificilmente, acredita que algum militar de Alagoas tenha apoiado os atos de depredação dos prédios do Congresso Nacional, Palácio do Planalto e do Supremo Tribunal Federal. Cabo Bebeto fez questão de lembrar aos dois comandantes e ao governador que “a Justiça só é justa quando é para todos”.