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Em todas as regi�es, parentes s�o agraciados

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MAIKEL MARQUES No Litoral Norte, a prática do nepotismo produziu o inusitado fato de um prefeito que nomeou parentes em duas cidades ? a que ele governou até o ano passado e a que passou a comandar a partir de janeiro. No final do segundo mandato em Matriz de Camaragibe ? portanto impedido de concorrer em nova eleição ? Cícero Cavalcante (PDT) deixou o município e elegeu-se em São Luiz do Quitunde. Nesse movimento entre as cidades, o ex-prefeito de Matriz, então, puxou a irmã Dulce Denize da Secretaria de Saúde de Matriz e a nomeou para o mesmo cargo em São Luiz do Quitunde, onde agora é o prefeito. Mas para não perder espaço na prefeitura de onde acaba de sair, em Matriz deixou sua filha Flávia Cavalcante como chefe de gabinete de Marcos Paulo Nascimento (PMDB), o atual prefeito e ex-vice de Cícero Cavalcante. Penedo O atual prefeito de Penedo, Március Beltrão (PSB), diz receber ?com tranqüilidade? as críticas de grupos opositores à nomeação de quatro pessoas de sua família para o primeiro escalão do governo municipal. A Secretaria de Administração e Finanças ficou sob responsabilidade do irmão do prefeito, o estudante Marcos Beltrão Siqueira. Para a pasta da Saúde, Március indicou seu sogro, o empresário Nilson Ernesto Souza. Maria Quitéria Mendes de Jesus (esposa de Marcos Beltrão, irmão do prefeito) terá como responsabilidade a Secretaria de Cultura, Turismo e Eventos. A esposa do prefeito, Dalila Bezerra Beltrão, é a secretária do Trabalho e Assistência Social. ?São pessoas de minha confiança. Minha responsabilidade é muito grande. Já sabia que iria receber críticas. Não seria diferente. No entanto, peço à sociedade que lhes dê prazo de pelo menos um ano para mostrar serviço. São meus familiares sim, mas podem ser substituídos caso não cumpram suas obrigações?, alegou o prefeito. Santana do Ipanema A polêmica em torno da nomeação de parentes para o primeiro escalão do secretariado municipal está nas ruas de Santana do Ipanema, onde a prefeita Renilde Bulhões (PTB) também decidiu contar com a ?ajuda? da família para administrar a cidade. Assim, seu genro ficou com a Secretaria de Viação e Obras. O cunhado ganhou a pasta da Educação. Em discurso no dia da posse, Renilde garantiu que todas as nomeações foram por aquele critério que todos alegam: ?competência e capacidade técnica para as funções?. A prefeita também afirma que os parentes estão sob o mesmo regime dos demais servidores municipais: quem não corresponder às demandas da cidade pode ser substituído. A GAZETA tentou ouvir a prefeita, mas não conseguiu. A nomeação de familiares para cargos em comissão no serviço público já foi bater nos tribunais mais de uma vez. A lei não determina a vedação a parentes, mas em alguns Estados existem dispositivos na Constituição que apontam os casos em que está proibida a escolha de alguém da família do gestor público.

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