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Jo�o Paulo adere � candidatura de Greenhalgh

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Brasília ? O candidato à presidência da Câmara, deputado Luiz Eduardo Greenhalgh (PT-SP), apresentou ontem suas propostas a representantes de todos os partidos, tanto os da base governista como os de oposição. Greenhalgh entrou na sala de reuniões abraçado com o atual presidente, João Paulo Cunha (PT-SP), sob aplausos. Nos bastidores petistas, havia suspeita de que João Paulo estaria atrás da candidatura avulsa do deputado Virgílio Guimarães (PT-MG), que deve desistir da disputa do cargo. ?Só quem não conhece João Paulo é que tem dúvida sobre o meu voto?, afirmou o próprio João Paulo à chegada ao Espaço Cultural da Câmara, local da reunião. A sala do Espaço Cultural ficou cheia de deputados de muitos partidos que foram apoiar a candidatura do petista. Entre os cerca de 50 parlamentares presentes estavam os líderes do PP, Pedro Henry (MT), do PCdoB, Renildo Calheiros (PE), e do PTB, Múcio Monteiro (PE); o deputado Gonzaga Patriota (PER), representando o PSB, e o deputado Eduardo Gomes (TO), representando o PSDB. Patriota e Gomes participaram, na semana passada, do almoço de apoio a Virgílio Guimarães. ?Estou fechado com o PSDB. Fui ao almoço porque sou amigo do Virgílio. Vou apoiar o candidato que meu partido apoiar?, disse Gomes. Ele contou que o PSDB tem, por meio de seu presidente interino, senador Eduardo Azeredo (MG), afirmado que vai cumprir o acordo de respeitar a proporcionalidade, não permitindo que a questão de São Paulo contamine a sucessão para a presidência da Câmara. Pela regra da proporcionalidade, cabe ao maior partido, no caso o PT, indicar o presidente da Câmara. Em São Paulo, esta regra foi desrespeitada pelo PT, que não apoiou o candidato oficial doa PSDB à Câmara dos Vereadores da capital paulista. Gomes afirmou que o PT deve resolver, no próprio partido, a questão interna que está causando constrangimento. Gomes avaliou que, se Virgílio retirar sua candidatura, o quadro para a eleição de Greenhalgh estará ?tranqüilo e irreversível?. O líder Pedro Henry disse que iria sugerir, na reunião de ontem, que Greenhalgh se reúna com a bancada ruralista, onde o deputado paulista encontraria resistência por ter atuado como advogado de líderes do MST. Henry afirmou que vai trabalhar a favor de Greenhalgh, mas que sua bancada ainda não está fechada em torno do nome dele. ?Fechado, fechado, ninguém está?. Também participam da reunião deputados do PL, PDT e PMDB, além de vários deputados do PT, que formam a maior parte.

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