Política
C�mara aumenta verba de gabinete dos deputados
Brasília - A mesa diretora da Câmara dos Deputados aprovou no dia 30 de dezembro o Ato 54/2004 que aumentou de R$ 12 mil para R$ 15 mil a verba que os parlamentares utilizam para cobrir os gastos nos gabinetes nos estados. A verba indenizatória foi criada em 2001 quando a Casa era comandada por Aécio Neves. Para receber o dinheiro, os deputados têm que apresentar as notas comprovando as despesas. Esta resolução já está em vigor desde o início do mês de janeiro. No apagar das luzes, além de aumentar a verba parlamentar dos gabinetes nos estados, os titulares da Mesa Diretora da Câmara aprovaram também uma outra resolução que aumenta de R$ 35 mil para R$ 45 mil a verba dos gabinetes em Brasília. Com essa resolução, o número de servidores comissionados também aumenta. Cada parlamentar vai poder contratar de 5 a 25 funcionários. Atualmente, cada gabinete pode ter de 5 a 20 assessores. Essa resolução ainda precisa de ser aprovada pelo plenário da Casa, mas isso só deve ser realizado no exercício do próximo presidente, pois a lei de responsabilidade fiscal não permite que seis meses antes do final de mandato seja ampliado o número de cargos. Ontem, o candidato da bancada petista à presidência da Câmara, Luiz Eduardo Greenhalgh, disse que não vai interferir na decisão da Mesa Diretora da Casa que aumentou a verba que os parlamentares utilizam para cobrir os gastos dos gabinetes nos estados. ?O que está feito, está feito?, disse. Em relação a outra resolução, também aprovada em dezembro, que propõe o aumento da verba de gabinete e amplia o número máximo de assessores de gabinete, o deputado petista disse que ainda vai analisar. ?O que for legítimo, justo, constitucional e se o plenário quiser eu não me furtarei, mas vou analisar?, afirmou. Mais salário Greenhalgh também avisou que vai cumprir o que estabelece a Constituição e igualar o salário dos deputados ao teto do Judiciário. O deputado manifestou seu apoio ao projeto elaborado pelo Supremo Tribunal Federal (STF), que estabelece o teto salarial de R$ 21 mil. Hoje, o salário dos deputados federais e senadores é de R$ 12.720,00. A elevação dos salários dos congressistas também é o principal ponto da campanha do deputado Severino Cavalcanti (PP-PE). O congressista apregoa em seu discurso, que tem forte apelo junto ao baixo clero, as dificuldades financeiras da vida no Legislativo e defende o aumento dos vencimentos. O deputado pernambucano faz parte da Mesa Diretora há oito anos, mesmo período em que tenta a presidência da Casa. Conhecido por lançar sua candidatura independente, Cavalcanti acaba entrando em acordo com os demais candidatos, apresenta a sua desistência e, em contrapartida, recebe um outro cargo na mesa. Atualmente, somente com a despesa do salário dos deputados, a Câmara gasta mensalmente R$ 6.590 milhões.