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AMA REÚNE PREFEITOS E BANCADA PARA DISCUTIR RETORNO DA OPERAÇÃO PIPA

Sem o apoio federal, prefeituras estão ficando sem recursos para manter o serviço ativo no semiárido

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Imagem ilustrativa da imagem AMA REÚNE PREFEITOS E BANCADA PARA DISCUTIR RETORNO DA OPERAÇÃO PIPA
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A situação caótica enfrentada pelos moradores do Agreste e do Sertão por causa da constante falta d’água foi tema central de uma reunião, convocada pela Associação dos Municípios Alagoanos (AMA), na manhã de ontem, na sede da entidade. No encontro, foram discutidas medidas para busca de uma solução que minimize os efeitos catastróficos provenientes da paralisação da Operação Carro-Pipa. A ação coordenada pelo governo federal está parada desde novembro do ano passado sob a justificativa de que faltava recursos para a logística. De lá para cá, as prefeituras alagoanas estão se desdobrando para garantir a água nas torneiras (ou nos baldes) da população mais necessitada. Se algo não for feito imediatamente, os municípios admitem que não terão recursos para manter o serviço ativo. Para a reunião, a AMA convidou prefeitos, coordenadores municipais de Defesa Civil de cidades do Agreste e Sertão, além de técnicos da Secretaria de Estado do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos (Semarh) e representantes da bancada federal alagoana. A finalidade era tentar resolver o grave problema do desabastecimento. Em Traipu, por exemplo, único município de Alagoas com recente reconhecimento do governo federal da situação de emergência pelo longo período de estiagem, o cenário é desolador nas áreas rurais. Lá, diante da paralisação da Operação Carro-Pipa, a prefeitura iniciou um processo administrativo interno para decretar quadro de emergência, que só foi oficializado em janeiro deste ano. O reconhecimento não se deu pelo Estado, apenas pela Secretaria Nacional de Defesa Civil. Em Pão de Açúcar, 56 comunidades estão sem abastecimento de água desde a suspensão da ação federal. Ao todo, são mais de 3 mil famílias afetadas pelo problema. A prefeitura é que tem atuado na intenção de minimizar o sofrimento dos moradores. Desde quando a suspensão foi anunciada pelo Exército Brasileiro, a AMA tem buscado diálogo para tentar resolver o impasse. Representantes da entidade estiveram em Brasília mais de uma vez para apresentar o cenário do semiárido ao governo federal. “São 37 municípios que enfrentam a seca. Para esses locais, o acesso à água potável é imprescindível. A operação pipa jamais tinha sido suspensa. Agora enfrentamos uma situação burocrática e reunimos, sobretudo, a bancada federal alagoana para sensibilizar o governo federal das nossas necessidades. Há pessoas consumindo água de açudes e completamente imprópria para consumo. Além disso, Alagoas enfrenta problemas para validar o seu decreto de emergência porque choveu muito na quadra chuvosa. O que tem que mudar é a metodologia de acesso ao programa”, avaliou o presidente da AMA, Hugo Wanderley. O coordenador da Defesa Civil Estadual, Coronel Moisés Melo, disse que umas alternativas é orientar os municípios a renovar os decretos de emergência com base na situação atual. “Só assim, poderemos provar que a necessidade é latente”, afirmou. Quando esteve ativo, o programa fornecia água potável a 138 mil pessoas em 37 municípios de Alagoas, mas está paralisado desde o dia 14 de novembro.

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