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Albuquerque amea�a causar debandada no PL

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ODILON RIOS Membros do PL entraram em pé-de-guerra depois da declaração do governador Ronaldo Lessa pedindo a expulsão do deputado estadual Antônio Albuquerque do partido, como condição para o PSB fazer aliança com o PL. Lessa e Albuquerque são adversários políticos desde a eleição de 2002, apesar de o deputado ter sido o responsável pela indicação do secretário de Ciência e Tecnologia, Francisco Carvalho (Chicão), no início do segundo mandato do governador. Chicão acabou saindo da secretaria, dizendo que o governo possuía uma ?banda podre?. Ontem, por telefone, Albuquerque fez críticas a Lessa e ao deputado federal João Caldas (PL). O deputado estadual afirmou que o governador estava tendo ?pitis? ? lembrando do suposto estilo irritadiço de Lessa ? e disse que o governo é um ?sepulcro caiado? em referência a uma parábola bíblica. ?O governo Lessa é bonito por fora e podre por dentro?, disse o deputado estadual, lançando um desafio: ?Não saio do PL. O governador não manda nem no partido dele?. Entretanto, o deputado admitiu que, se o PL fizer aliança com o governo estadual, ele deve ficar fora. ?O governador esculhamba com todo mundo para colocar uma cortina de fumaça neste governo podre que ele tem?, alfinetou o deputado estadual. Albuquerque disse ainda que estava articulando novas filiações para o PL, mas desistiu por causa do estilo do deputado federal João Caldas. ?O deputado João Caldas é um pouco inseguro nas suas posições?, disse. Querendo dar uma demonstração de força política, o deputado estadual ameaçou levar consigo 90% das lideranças do partido, entre vereadores e prefeitos, ?caso deixe a legenda?. ?Esquema? Albuquerque disse ainda que se filiou ao PL a pedido do governador, para poder acompanhar as ações do deputado federal João Caldas (PL), ?seu grande inimigo [de Lessa] na época?. ?O governador se engalfinhava com o deputado?, acrescentou. Mesmo assim, Albuquerque, que antes era do PTB, afirmou não ter entrado no PL por um desejo do governador, ?mas depois de ter conversado com lideranças e com o próprio deputado João Caldas?. O deputado citou, como testemunha de sua performance no partido, o vereador Galba Novaes (PL), presidente municipal do PL. A GAZETA tentou contado com Galba, mas o telefone dele estava desligado ontem. Outro lado Ouvido pela GAZETA, o deputado federal João Caldas (PL) evitou polemizar sobre as críticas de Albuquerque. ?Isso não tem nada a ver comigo. Ele se refere ao governador?. Ao ser lembrado que Albuquerque ameaçou sair do partido, caso a legenda faça aliança com o PSB, e retirar 90% das lideranças, Caldas desdenhou: ?Esses números são de Chateaubriand?, disse, referindo-se ao jornalista Assis Chateaubriand, conhecido por exagerar, em manchetes de jornais, sobre números. ?Faz meses que não falo com ele [Albuquerque]. Para mim, é indiferente?, desdenhou Caldas. ?Ele faz o que ele quiser. Vai haver aliança entre o governo e o PL?, confirmou. Na artilharia, Caldas lembrou que Albuquerque ?era dono do PTB? quando presidia o partido. ?Ninguém manda no PL. Ele é uma democracia?, respondeu, dando a crer que o deputado estadual queria se tornar dono da legenda. ?Estou me lixando para essas críticas?, acrescentou Caldas. O PL batalha por dois espaços no governo estadual ? uma secretaria extraordinária e a Agência Alagoana de Habitação. ?Amanhã [hoje], o governador anuncia o novo nome do PL no governo?, informou João Caldas. As acomodações fazem parte da estratégia político-partidária do governador, de ampliar sua base aliada. A tentativa de entendimento entre os liberais e os socialistas tem por objetivo maior costurar uma aliança para eleger Lessa ao Senado e o senador Renan Calheiros ao governo, na expectativa de frear o avanço das articulações políticas do deputado federal João Lyra (PTB) ao governo do Estado. A GAZETA tentou contato por telefone com Lessa, mas seu celular estava desligado. Ele estava em Delmiro Gouveia, vistoriando as obras do Canal do Sertão.

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