Política
Governistas d�o sinal de for�a e desafiam oposi��o
Apesar da polêmica, a aprovação dos cortes das emendas ao Orçamento, por orientação do prefeito Cícero Almeida (sem partido), representou a primeira vitória da bancada governista na Câmara. A segunda poderá acontecer antes do dia 20: passar fácil pelo gargalo da oposição o projeto de lei da reforma administrativa, que prevê cortes na máquina municipal. ?Tenho preservado a independência do Poder?, disse o presidente da Câmara, vereador Arnaldo Fontan (PFL), desafiando a oposição. ?Nós temos o nosso trabalho, assim como a oposição tem o dele. Essa é uma Casa democrática?, emendou Fontan. Sobre as reformas, o presidente disse que nos próximos dias todos os vereadores serão convocados, de novo, para apreciar o projeto com o secretário de Planejamento, Elionaldo Magalhães, um dos articuladores da reforma. Enterrada Além da questão das emendas, encerrada ? pelo menos aparentemente ? pela Câmara, o pedido de auditoria feito pelo vereador João Luiz (PMDB) nas contas da administração do ex-presidente da Câmara, vereador Alan Balbino (PSB), parece ter ido por água abaixo. ?Não vejo motivo para auditoria. Se houver, devem existir as causas. Isso são resquícios da disputa eleitoral pela Mesa Diretora?, afirmou Fontan. Após a eleição da nova Mesa, Balbino havia dito à GAZETA que se o pedido de auditoria saísse do papel, iria pedir uma investigação sobre o incêndio na Câmara, considerado criminoso, na época em que a Casa era presidida pelo vereador João Luiz. Telegrama Troca de acusações à parte, a sessão de ontem também foi marcada por fatos cômicos, como o ?esquecimento? de avisar a alguns vereadores sobre a votação. ?Não houve grandes transtornos. É fato que alguns vereadores deixaram de receber o telegrama de convocação, mas tudo foi esclarecido?, garantiu o governista Zé Márcio (PTB), admitindo que na lista dos ?esquecidos? estavam apenas os vereadores Marcelo Malta (PCdoB) e Marcos Alves (PSB), ambos da oposição. O outro caso foi a falta de consenso em relação ao número de emendas que sobraram no rolo compressor do prefeito. Ninguém na Câmara conseguia se entender sobre os números. O presidente da Casa dizia que tinham sobrado quatro emendas; o primeiro secretário, vereador Galba Novaes (PL), dizia que eram cinco. Entre os assessores dos parlamentares, as contas resvalavam em mais de 30. No Diário Oficial do Município, então, é impossível fazer as contas. Moral da história: segundo governistas e oposicionistas, das 156 emendas, sobraram quatro.