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Delegados injetam sangue novo na pol�cia

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FERNANDO COELHO Eles são jovens advogados, nunca haviam pensado em trilhar os sinuosos ? e arriscados ? caminhos da segurança pública, mas, depois que passaram no último concurso da Polícia Civil de Alagoas, se descobriram protetores da lei e inimigos do crime. Munidos de uma carga extra de coragem, inteligência e obstinação, delegados novatos em Alagoas vêm se destacando em diversas batalhas contra quadrilhas organizadas, crimes políticos e delinqüentes sociais. O concurso que aprovou os 45 novos gerentes da lei foi realizado em junho de 2001 e, agora, começa a dar os primeiros sinais positivos. Nomes como Bárbara Arraes, Mário Jorge Barros, Fabiana Leão, Marcos Lins Machado e Marcílio Barenco, dentre outros, estão conseguindo mudar, aos poucos, a desgastada imagem da Polícia Civil ? mal desenhada após anos de uma inabilidade nata na luta contra a violência. ?Eles vêm mudando, principalmente, porque estão seguindo a linha orientada pela direção da Polícia Civil. Com uma nova mentalidade, a atuação deles tem aumentado o número de resolução de casos?, garante Robervaldo Davino, secretário de Defesa Social. Um dos exemplos é Mário Jorge Barros, titular da delegacia de Teotônio Vilela, que já solucionou casos de latrocínio, homicídio, estupros, assaltos a bancos e até um seqüestro que durou 17 anos. ?Ao realizarmos um trabalho com coragem, responsabilidade, técnica e independência, prestamos nosso serviço com maior credibilidade?, assegura o delegado. Em Minador do Negrão, Marcos Lins Machado comanda investigações perigosas no município que é um verdadeiro barril de pólvora de crimes políticos e brigas de famílias. Já o delegado Marcílio Barenco, titular da delegacia de Rio Largo e que ficou conhecido por sua atuação na elucidação do caso Jesse James, renega qualquer destaque nas suas muitas investigações de sucesso. ?Todos os casos são importantes, mas foi dado muito destaque a esse [Jesse James] porque existiam laços políticos. Para mim, o importante é elucidar os crimes?, afirma. O diretor geral da Polícia Civil, Roberto Lisboa, não poupa palavras para elogiar a atuação de seus novos subordinados e dispara: ?Eles oxigenaram a Polícia Civil com desempenho bastante aceitável e isso vem refletindo positivamente na instituição?. O diretor de Polícia do Interior, Mário Jorge Marinho, sustenta que ?atualmente a polícia tem outra mentalidade. Os novos delegados se adequaram bem a essa nova doutrina?. Confusões recentes envolvendo delegados e agentes mostram que ainda falta muito para que a segurança pública tenha um quadro considerado ideal. A chamada guerra na Polícia Civil já matou várias pessoas ? de dentro e de fora da instituição. Mas bons ventos sopram em algumas delegacias.

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