Política
DEPUTADO DEFENDE CREDENCIAMENTO DE HOSPITAIS AO SUS PARA ALIVIAR GASTO
O futuro da estrutura de saúde montada pelo governo do Estado de Alagoas, que serviu para o enfrentamento da “guerra” contra a Covid-19, foi discutido ontem na Assembleia Legislativa. O tema entrou na pauta durante o primeiro pronunciamento do cardiologista e deputado estadual José Wanderley Neto (MDB). Ele destacou a importância dos investimentos e disse que, no momento, os hospitais precisam ser credenciados ao Sistema Único de Saúde (SUS).
Segundo explicou, essa será a solução para viabilizar economicamente as unidades que, depois de terem sido construídas com recursos próprios, continuam sendo mantidas pelos cofres do Estado. Com o credenciamento, serão feitos repasses para os atendimentos especializados e de referência.
“E agora o desafio é muito grande. Essa rede que foi construída, e lembro que Alagoas quase não tinha hospitais públicos, ela precisa ser mantida. Quando se monta uma empresa, no outro dia ela está produzindo recurso para pagar o investimento. No caso de um hospital, a cada ano que passa você tem que investir outro hospital para que seja efetivo socialmente. Então é um desafio muito grande. Tenho acompanhado o trabalho da Sesau e do governador Paulo Dantas. Temos que habilitar esses hospitais no SUS. Estamos com uma conta muito cara para ser paga”, defendeu Wanderley.
O parlamentar dividiu com o plenário parte do seu conhecimento em saúde, sua formação em cardiologia e também como será sua postura no parlamento, auxiliando em discussões que envolvam a ampliação do planejamento de ações na área.
Wanderley lembrou que, durante o período eleitoral ,o Estado perdeu R$ 3 bilhões em arrecadação do ICMS, o que acabou gerando desfalque financeiro. Para ele, isso associado à responsabilidade de manter as unidades, acaba gerando dificuldades administrativas que precisam ser sanadas.
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“Ficamos com uma conta muito cara para pagar. Durante essa eleição, tivemos muitos problemas, e Alagoas perdeu quase R$ 3 bilhões. Isso desarrumou as finanças do Estado. Elas estão sendo recompostas. E, além disso, toda essa rede hospitalar foi instalada ficou na conta do Estado. Presenciamos credenciá-la para termos facilidade de atendermos os alagoanos”, completou Wanderley. Wanderley disse que manterá o foco nessa questão e irá fazer cobranças ao governo do Estado e também às prefeituras. Isso porque as doenças cardiológicas, junto com o câncer, são as de maior prevalência e as que matam mais. Por isso é necessário que haja uma organização do trabalho dentro da rede pública e até mesmo na privada.