Política
Disputa pela C�mara mexe com lideran�as
Brasília - A disputa pela presidência da Câmara deve modificar o quadro de lideranças da Casa. Neste momento, cada um dos candidatos à presidência tenta montar uma chapa fechada com nomes a serem ocupados em todos os 11 cargos da Mesa Diretora. Isso pode garantir a qualquer um dos candidatos a eleição tranqüila ainda no primeiro turno da disputa. Segundo o critério de proporcionalidade, cada partido, de acordo com o tamanho da sua bancada ? vindo do maior para o menor ? escolhe o cargo que vai ocupar na Mesa. A seguir, começa a segunda rodada de escolhas. Os acordos políticos para a eleição da Mesa, no entanto, podem mudar o quadro de ocupação dos cargos. Pelo mapa das bancadas no dia 15 de fevereiro, será assim a escolha por partido: PT, com a maior bancada, escolhe uma vaga de titular e outra de suplente à Mesa; PMDB, com a segunda maior bancada, escolhe um cargo de titular e outro de suplente; a terceira escolha cabe ao PFL, que tem direito a um cargo de titular; a quarta escolha cabe ao PP; a quinta escolha ao PTB; a sexta escolha ao PSDB e a sétima ao bloco PL/PSL. Depois de PT e PMDB terem escolhido os cargos de suplente, será a vez do PPS e depois do PSB cada um deles respectivamente escolherem uma suplência. O candidato oficial do PT à presidência da Casa, Luiz Eduardo Greenhalgh (SP), tem seu comando de campanha negociando a participação dos aliados na Mesa. Já se sabe que o PMDB quer a Primeira Secretaria da Casa, e que o indicado para o cargo é o deputado Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN). O PFL, que já definiu o seu novo líder, o deputado Rodrigo Maia (PFL), ainda vai escolher qual será o seu indicado para ocupar um cargo na Mesa, caso o atual líder do partido, deputado José Carlos Aleluia (BA), não seja eleito presidente da Câmara. Já está certo que, em caso de derrota, Aleluia não ocupará outro cargo na Mesa, devendo assumir a Liderança da Minoria na Câmara. O nome a ser indicado para a Mesa ainda será definido nos próximos dias.