Política
MDB DEVERÁ COMANDAR AS 14 COMISSÕES TÉCNICAS DA ASSEMBLEIA
Partidos indicam os líderes de bancada e movimentam bastidores com a discussão sobre composições
A composição política dos 27 deputados estaduais confirma a força da base governista com 14 parlamentares do MDB. A segunda força política na Assembleia Legislativa é do PP, com quatro cadeiras, 3 do UB, 2 Republicanos, 1 do Avante, 1 do PT, 1 do PL e 1 do PV.
Essa é a primeira vez que o MDB elege uma maioria tão expressiva e dominará o parlamento estadual. Por causa disso, o partido deverá presidir e comandar as 14 comissões parlamentares, como prevê o regimento do Parlamento Estadual e a constituição confirma a assessoria jurídica da Mesa Diretora do Legislativo estadual. “O MDB só não presidirá comissão se não quiser”, admite o presidente da Mesa Diretora, deputado Marcelo Victor (MDB).
Das comissões, apenas uma está formada, que é exatamente a Mesa Diretora. Os deputados elegeram, por unanimidade, o presidente da Casa, deputado Marcelo Victor (MDB), o vice- presidente, deputado Bruno Toledo (MDB), e todo o comando da mesa.
As comissões mais cobiçadas são as de Constituição e Justiça, de Orçamento, de Educação e Saúde. Pelos bastidores políticos, é voz corrente que o deputado Bruno Toledo deve continuar na presidência da CCJ, que é a Comissão mais importante do parlamento estadual. Nenhum projeto pode ser aprovado sem antes passar por essa comissão. O vice- presidente da Assembleia não confirma os boatos dos bastidores políticos. “Não tem nada certo. Isso só será definido depois de os deputados serem indicados e a presidência da Comissão ainda é fruto de muitas conversas”, disse Bruno Toledo.
Os boatos dão conta também que o deputado Gilvan Barros Filho (também do MDB) está cotado para continuar na presidência da Comissão de Orçamento. Sempre discreto, ele evita discutir o assunto com a imprensa. “Primeiro é preciso que sejam indicados os deputados que formarão a comissão, depois vamos discutir quem será o presidente. Acredito que o MDB deve continuar no comando da Comissão”, disse o parlamentar sem assumir abertamente a candidatura à presidência da comissão.
Ainda com relação aos rumores dando conta da indicação do cardiologista José Wanderley (MDB) para a presidência da Comissão de Saúde, a possibilidade é tida como remota. “Não… Não serei presidente da Comissão de Saude”, descartou Wanderley diante de vários deputados que defendem o nome dele. Também está descartada a possibilidade de ser o deputado e ex-secretário estadual de Saúde Alexandre Ayres (MDB). O nome mais cotado até sexta-feira era o da deputada médica Fátima Canuto (MDB).
Acredita-se que até o final da próxima semana a maioria das comissões esteja formada. Neste momento, a única coisa definida são os nomes dos partidos que indicaram os líderes de bancada: MDB, indicou o deputado Bruno Toledo; o PL, o deputado Cabo Bebeto; o líder do Republicanos é o deputado Antônio Albuquerque; o líder do União Brasil é deputado Lelo Maia; o da Federação Brasil da Esperança [PT, PCdoB e PV] está definido com o deputado Ronaldo Medeiros (PT); o líder do PP é o deputado Fernando Pereira; e o do Avante é o deputado Marcos Barbosa.
Apesar das disputas internas pelas comissões, a situação é considerada como bastante confortável para o governador Paulo Dantas (MDB), que tem apoio de dois senadores [Renans pai e Filho, ambos do MDB], da maioria dos nove deputados federais. Na Assembleia Legislativa, a expectativa é com relação à oposição, que, se acontecer, será do PP e UB. Isso já acontece na bancada federal.