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MAIORIA DOS CASOS DE VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER OCORRE DENTRO DE CASA

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Nesta quarta-feira (8) é comemorado o Dia Internacional da Mulher. Uma data importante em que são lembrados os grandes feitos e as conquistas das mulheres ao longo dos anos. Nesta data, porém, nem tudo são flores, já que o números de casos de violência doméstica cresce a cada dia e as mulheres estão cada dia mais vulneráveis aos comportamentos agressivos e machistas da sociedade.

Nessa terça-feira (7), a Polícia Civil lançou uma cartilha com orientações sobre como identificar esse tipo de violência e também as formas de denunciá-las. A medida é importante porque muitas vítimas não conseguem ter uma rede de apoio dentro da própria família e, muitas vezes, não sabem identificar quando sofrem violência física, psicológica ou até mesmo financeira. De acordo com a delegada Ana Luiza Nogueira, da Delegacia de Defesa dos Direitos da Mulher, a maioria dos casos ocorre no interior da residência das vítimas, onde a polícia não consegue ter acesso. “Na semana passada foi divulgado um relatório do Fórum Nacional de Segurança Pública, e de acordo com os dados contidos, 54% dos crimes de violência ocorrem no interior da residência. Então, aquele local que deveria ser de acolhimento, afeto e segurança, termina sendo o local onde ocorre a maior incidência desse tipo de crime e é um local onde a polícia não toma conhecimento, daí a importância da polícia atuar na forma preventiva, como nesse caso da elaboração da cartilha e no chamamento da população para colaborar com relação a essa alto índice de casos de violência contra a mulher”, disse Ana Luiza. A cartilha com uma série de orientações foi lançada na sede da Delegacia Geral da Polícia Civil. O objetivo é orientar as vítimas com relação a identificação de relacionamentos abusivos e para que elas busquem ajuda e saibam denunciar. “O objetivo da cartilha é de passar instruções, sobretudo com relação a identificação de um relacionamento abusivo e também com telefones e passo a passo para se registrar a denúncia, para que a mulher efetue o registro do Boletim de Ocorrência, para que a polícia possa tomar todas as providências com relação a instauração de inquérito policial e a posterior responsabilização penal do agressor”, explica a delegada. O documento também será disponibilizado de forma online, no site da PC/AL. “Além da questão da identificação e da denúncia, para que a pessoa observe todo esse passo a passo para buscar a delegacia de polícia e registrar a ocorrência e também requerer a medida protetiva de urgência”, ressalta.

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