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ALE: ESCOLHA DE NOMES PARA PRESIDIR COMISSÕES NÃO DEVE TER SURPRESAS

Entre os deputados reeleitos estão parlamentares que já ocuparam espaços importantes no Legislativo

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Imagem ilustrativa da imagem ALE: ESCOLHA DE NOMES PARA PRESIDIR COMISSÕES NÃO DEVE TER SURPRESAS

A disputa de espaço nas comissões permanentes da Assembleia Legislativa não deve existir para a maioria delas. Isso porque entre os reeleitos estão parlamentares experientes e que já comandaram espaços importantes. A surpresa, porém, é a Comissão de Meio Ambiente, que pode ser presidida pelo neófito, o delegado Leonam Pinheiro (União Brasil). Nos bastidores, como ele tem uma militância ligada à causa animal, com muita visibilidade sobre o assunto nas redes sociais, é tido como “favorito” para a missão. O “martelo” só será batido na próxima semana com a presença do presidente Marcelo Victor (MDB). Enquanto isso não ocorre, Pinheiro acumula espaço nas sessões tanto na leitura das projetos em tramitação, como nas intervenções aparteando colegas ou com discursos próprios na tribuna do parlamento. Entre as ONGs do segmento, sua indicação é tida como certa e pode garantir ainda mais espaço midiático para a pauta que defendem. Isso, porém, não ecoa na ALE, ambiente em que o pragmatismo impera, e dificilmente pressões externas pesam na decisão final. A regra primordial é a representatividade partidária. E o União Brasil, partido do delegado tem três deputados.

ESPECULAÇÕES

Como na quinta-feira passada Marcelo havia viajado a Brasília, as especulações nos corredores se ampliaram para outras áreas Mas, sem muitas surpresas, tanto que o nome do deputado Gilvan Barros (MDB) é contato para se manter na Comissão de Orçamento. Esse cenário só mudará caso tenha mesmo que se afastar para dar espaço político para o deputado Yvan Beltrão. Para viabilizar isso, em vez dele o presidente pode ser o deputado Inácio Loiola, um dos decanos do parlamento estadual. A fim de evitar perguntas indesejadas, em especial após o caso circular nas redes, Barros não só evitou contato com a imprensa como em alguns casos antecipou a saída do plenário. Contudo, sabe que se a determinação da mesa for o afastamento, dificilmente irá contrariar. Na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), que teve como presidente na legislatura passada o deputado Bruno Toledo (MDB), seu nome é dado como certo para continuar. O parlamentar, porém, não admitiu até a semana passada essa possibilidade. O MDB, inclusive, por ser a maior legenda e deverá comandar as principais comissões, como a Gazeta já revelou na semana passada. O entendimento, agora, é dentro da própria legenda com a mediação da presidência. Toledo, que é o atual vice-presidente da ALE, conta com a plena confiança de Marcelo, assim como Nezinho. O detalhe é que Nezinho, no próximo ano pode seguir para uma disputa política, em Arapiraca, sua cidade natal. E, Bruno, por sua vez, deverá seguir firme com os trabalhos da mesa e, para manter a governabilidade sem abalos, é visto como alguém que deve mesmo ter o nome confirmado. Outra importante comissão, a de Educação, tinha como presidente até o ano passado a ex-deputada Jó Pereira. A vice era a deputada Cibele Moura (MDB). Pela lógica, ela é favorita, assim como Ronaldo Medeiros (PT). Porém, Medeiros já admitiu que pode se afastar do mandato para atender a demandas partidárias de suplentes petistas que podem precisar de visibilidade para a eleição municipal. Isso, porém, não está fechado, mas é uma possibilidade, já que reconheceu que sua eleição também contou com o apoio de outros “companheiros”. Ao passo em que Jó partiu para outro desafio político ao lado do senador Rodrigo Cunha, quando disputaram o governo, seu irmão Fernando Pereira (PP) garantiu uma cadeira para a família e corre por fora para conseguir seu espaço político na Casa. A Comissão de Saúde, na atual conjuntura, tem como favorito o nome do médico e deputado estadual José Wanderley (MDB). Estratégica para o Estado, é fundamental ter alguém com experiência, principalmente com a nova estrutura da saúde em Alagoas. Por outro lado, Wanderley, que continua atuando como cardiologista e cirurgião, tem uma agenda diária ligada aos atendimentos no contraturno das sessões ordinárias. E a comissão tem sua atividade justamente nesses horários. Isso fez ganhar visibilidade o nome do ex-secretário de saúde Alexandre Ayres, também do MDB. Entre os nomes da casa que foram reeleitos, Fátima Canuto também tem força e não pode ser esquecido. Vale lembrar que sempre esteve fiel à base construída pelo presidente Marcelo Victor, tanto no processo que culminou com a escolha de Paulo Dantas como tampão, mas principalmente na governabilidade. Tem perfil conciliador, experiência e conta com a confiança da Mesa Diretora. Além de emedebista, conta com a simpatia de outros parlamentares veteranos. Por isso, Fátima Canuto, que fez parte na gestão passada e conhece o trâmite interno, é um dos nomes fortes para o posto. A única certeza até o momento, além da hegemonia do MDB, é que as composições atenderão ao regimento e, principalmente, à orientação política majoritária e governamental. Pelo menos é o que se espera da casa, que escolheu e elegeu o atual governador. Se os acordos não forem quebrados de parte a parte, não haverá surpresas até 2026.

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