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Nº 5749
Política

Lula s� far� reforma ap�s elei��o no Congresso

Brasília - Depois de duas horas de reunião com dirigentes do PMDB, o presidente  Luiz Inácio Lula da Silva avisou que só pretende deflagrar a reforma ministerial depois da eleição dos novos presidentes da Câmara e do Senado, no dia 14 de fevereiro. Lula

Por | Edição do dia 21/01/2005 - Matéria atualizada em 21/01/2005 às 00h00

Brasília - Depois de duas horas de reunião com dirigentes do PMDB, o presidente  Luiz Inácio Lula da Silva avisou que só pretende deflagrar a reforma ministerial depois da eleição dos novos presidentes da Câmara e do Senado, no dia 14 de fevereiro. Lula acredita que antecipar a definição dos novos ministros pode atrapalhar a eleição do petista Luiz Eduardo Greenhalgh (SP) para a presidência da Câmara e do pemedebista Renan Calheiros (AL) para o comando do Senado. Segundo Renan, Lula deixou claro que pretende prestigiar o PMDB, entregando ao partido um ministério com maior capilaridade de investimento, como a pasta de Cidades, hoje com o petista Olívio Dutra, ou Integração Nacional, ocupada por Ciro Gomes, do PPS. Nesse caso, o partido manteria os ministérios das Comunicações e da Previdência Social, e a terceira pasta iria para a senadora maranhense Roseana Sarney, que deixaria o PFL para entrar no PMDB. O partido deseja, ainda, ocupar o comando de pelo menos uma estatal, tendo preferência pela Empresa Brasileira de Infra-estrutura Aeroportuária (Infraero). “A conversa não foi conclusiva, mas tive a impressão de que o presidente Lula já tem na cabeça a reforma ministerial que quer fazer”, afirmou Renan depois do encontro com o presidente. Além de trabalhar nos bastidores para ter a presidência da Infraero na reforma ministerial, o PMDB movimenta-se até para ganhar cargos que nem sequer foram criados, como uma nova diretoria da Petrobras no segmento de gás. Um interlocutor de Lula explica que o PMDB passou a sonhar com o controle da distribuição de gás líquido no País desde que foi informado de que o governo quer intensificar o uso deste combustível, assim que entrar em operação, na Bacia de Santos, a maior reserva de gás descoberta em território nacional. Mas o interesse do partido pelo cargo é pragmático: a cúpula peemedebista já sabe que a nova diretoria vai administrar um orçamento mais gordo do que o da maioria dos ministérios, movimentando recursos na faixa do bilhão de reais. Na verdade, o partido já fincou pé na Petrobras desde a reforma ministerial realizada há um ano, quando o ex-senador Sérgio Machado ganhou a presidência da Transpetro. Agora, Renan pode apadrinhar o novo diretor da Petrobras.

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