loading-icon
MIX 98.3
NO AR | MACEIÓ

Mix FM

98.3
quarta-feira, 29/07/2026 | Ano | Nº 6277
Maceió, AL
26° Tempo
Logo Gazeta de Alagoas Logo Gazeta de Alagoas
Home > Política

Política

TRE DEBATE POUCA REPRESENTATIVIDADE DA MULHER EM CARGOS ELETIVOS

Evento nesta quarta-feira, no auditório do TJAL, será mediado pela desembargadora Jamile Duarte

Ouvir
Compartilhar
Imagem ilustrativa da imagem TRE DEBATE POUCA REPRESENTATIVIDADE DA MULHER EM CARGOS ELETIVOS
-

A pouca participação da mulher na política representativa, mesmo diante do aumento demográfico onde já são 52% da população brasileira e 53% do público apto a votar, tem preocupado o Tribunal Regional Eleitoral (TRE). Durante coletiva, na tarde de ontem, o presidente do órgão desembargador Washington Luiz destacou que o tema será discutido num amplo debate no Tribunal de Justiça na próxima quarta-feira. “Sabemos da importância da mulher para a sociedade e a vida, mas infelizmente também temos que reconhecer que ainda há muito preconceito a ser enfrentado. E na política os espaços têm sido conquistados com muito custo, inclusive, com a legislação determinando a cota mínima de gênero de 30% reservado a elas. Foi uma forma de preservar a representatividade, mas ainda assim os números indicam pouca presença feminina nos cargos eletivos”, disse o Washington. No Senado, das 80% cadeiras, apenas 18% são ocupadas por mulheres. Já na Câmara, das 513 apenas 17% são de deputadas. Na Assembleia Legislativa de Alagoas, dos 27 cargos 22% são delas. Em nível estadual, dos 102 municípios 21% têm prefeitas que comandam as cidades e em nível nacional dos 5.570 municípios apenas 11,8% tem mulheres como gestoras. Essa situação e as causas que têm afastado a mulher das disputas e até mesmo do voto de outras mulheres e homens serão abordados num grande debate mediado pela desembargadora Jamile Duarte. Entre as convidadas para o debate Margareth Coelho ,ex-governadora do Piauí, e a advogada e Lázara Carvalho chefe de gabinete da secretária Nacional de Justiça. “Se somos maioria, por que isso não se reflete nos cargos eletivos? Entendemos que toda evolução ocorre por meio de políticas públicas. E isso não ocorreu na política é porque falta algo”, ponderou a desembargadora. Segundo Jamile, a sociedade, os especialistas e formadores de opinião precisam trocar informações e experiências para compreender com clareza quais são as dificuldades enfrentadas pelas mulheres para chegarem aos cargos públicos.

“Na Constituição Federal consta a igualdade, mas, na prática, isso não é na realidade. Precisamos estimular diversas ações nos bairros, escolas e associações para que as mulheres votem em mulher e homens também”, completou Jamile.

Todas essas questões serão debatidas no evento Mulher e Poder: uma reflexão necessária, às 19h, no Tribunal de Justiça.

Relacionadas