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VEREADORES NEGAM PRESSÃO PARA ATRAPALHAR CEI DA BRK

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Após os integrantes da Comissão Especial de Inquérito (CEI) da BRK revelarem, em coletiva de imprensa, que ficaram sabendo de movimentações políticas externas para atrapalhar o andamento da investigação, vereadores pediram a palavra, na sessão plenária desta terça-feira (21), para negar que sofreram pressão de terceiros. A revolta mais evidente ficou demonstrada pela bancada do MDB, que tem sete membros, a maior na atual legislatura. A questão foi levantada, inicialmente, pelo vereador Joãozinho (PSD). Ele foi o primeiro orador escrito no grande expediente e garantiu que, diferente do que foi revelado na entrevista, não foi abordado por terceiros nem recebeu ligações de quaisquer integrantes do governo do Estado, da Prefeitura de Maceió e da própria empresa BRK. O discurso dele gerou uma enxurrada de apartes, todas para negar, de forma veemente, a tentativa de interferência. Em aparte, o vereador Chico Filho, líder do MDB na Câmara, revelou que vários colegas da bancada o procuraram para confirmar que não foram pressionados para retirar assinatura para instalação da Comissão Especial nem para atrapalhar os trabalhos. “A Câmara vive um momento muito bom. Cada um respeita o seu espaço. Na democracia, temos posições divergentes e temos que respeitar. Ninguém tem ousadia para ligar para mim porque a resposta será dura. Peço que os vereadores que receberam ligação que se exponham e digam quem fez isso”, disse Chico. Além dele, pelo MDB, falaram os vereadores Olivia Tenório, Silvania Barbosa, Fernando Hollanda, Brivaldo Marques e Luciano Marinho. “Expor a Casa desta maneira foi uma atitude infantil e irresponsável. Estamos todos indignados por tomarmos conhecimento de uma notícia como essa pela imprensa, de que os vereadores estão recebendo pressão para não fazer a CEI funcionar. Comigo isso não aconteceu”, disse Luciano Marinho. Zé Márcio Filho (Podemos) reforçou que não vê mal algum em ter a Comissão funcionando na Câmara, sobretudo por compreender que os serviços prestados pela BRK são péssimos.

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