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Nº 5758
Política

Um irm�o preso, um solto e outro foragido

Em 1998, quando uma operação conjunta do governo do Estado, Poder Judiciário, Ministério Público e Polícia Federal desarticulou a chamada “gangue fardada”, o ex-tenente coronel PM Manoel Francisco Cavalcante foi preso. Junto com ele, três de seus irmãos,

Por | Edição do dia 26/01/2005 - Matéria atualizada em 26/01/2005 às 00h00

Em 1998, quando uma operação conjunta do governo do Estado, Poder Judiciário, Ministério Público e Polícia Federal desarticulou a chamada “gangue fardada”, o ex-tenente coronel PM Manoel Francisco Cavalcante foi preso. Junto com ele, três de seus irmãos, também militares, foram presos e condenados por participação na quadrilha liderada pelo ex-oficial. Após a prisão, o então major PM Adelmo Cavalcante, o tenente Ademar Cavalcante e o soldado Marcos Cavalcante também foram expulsos da Polícia Militar. Adelmo, Ademar e Marcos foram condenados por crime de receptação de veículos roubados e pegaram 16 anos de detenção cada um. Adelmo Cavalcante cumpre pena no Baldomero Cavalcante e, por já estar próximo de ter cumprido um sexto da pena, em três meses poderá ter direito a livramento condicional. Os outros irmãos, Ademar e Marcos Cavalcante, foram soltos em 2002. Ademar por força de habeas-corpus concedido pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), que mandou soltá-lo até o julgamento da apelação contra a sentença. Até hoje ele continua solto, e atualmente mora em Pernambuco. Já Marcos Cavalcante foi beneficiado em agosto de 2002 com a progressão de pena, passando de regime fechado para o semi-aberto. Com isso, depois de ter cumprido quatro anos e sete meses de prisão, ele poderia apenas ter que dormir na Casa do Albergado, passando o dia em liberdade. Poucos dias depois, o ex-governador Manoel Gomes de Barros – chefe do Executivo na época das prisões dos irmãos Cavalcante – denunciou ter sido seguido por Marcos Cavalcante, e o Tribunal de Justiça derrubou o benefício concedido pelo então juiz da Vara de Execuções Penais, Domingos Lima Neto. A prisão de Marcos Cavalcante voltou a ser decretada, mas até hoje ele continua foragido. (LB)

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