Política
AUDIÊNCIA PÚBLICA NA CÂMARA DE MACEIÓ DISCUTE SEGURANÇA NAS ESCOLAS
Audiência reuniu representantes da Educação em Maceió para discutir as recentes ameaças no ambiente escolar
A Câmara dos Vereadores de Maceió realizou ontem uma audiência pública para discutir a segurança nas escolas. A medida ocorre após a repercussão de diversas denúncias de ameaças às unidades de ensino na capital. Representantes da Educação em Maceió estiveram na sessão em busca de discutir possíveis soluções para o problema que tem assustado alunos, pais e professores, a exemplo das portas giratórias.
“Recentemente apresentamos a proposta de portas giratórias nas escolas e detectores de metais. Estive em Chapecó (SC) e estou convencido de que é uma medida que funciona. Mas é claro que vamos também incentivar outras necessidades, como núcleos interdisciplinares de apoio aos estudantes para ser instalado nas entidades educacionais”, disse o vereador João Gabriel (PSD), autor da proposição.
O presidente do Sindicato dos Professores da Rede Privada de Ensino do Estado de Alagoas (Simpro), Eduardo Vasconcelos, contrapôs ao discurso do vereador João Gabriel. Para o representante de classe, as portas giratórias não seriam ideias para combater esse tipo de violência. Ele atribui a responsabilidade para além dos muros escolares.
PORTEIROS
Em Maceió, a Secretaria Municipal de Educação está realizando um trabalho de tranquilização nas unidades. O secretário João Neto explicou que, no momento, isso é algo fundamental para acalmar o ambiente escolar como forma de evitar o abandono e o clima de pânico na rede municipal.
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“Estamos trabalhando para acalmar a rede porque a situação ficou um pouco fora do controle, com muita pressão da população. Houve também muita fake news. Então estamos trabalhando de forma preventiva junto com Secretaria Municipal de Segurança Comunitária e Convívio Social (Senscs). O objetivo, repeito, é acalmar os servidores e os alunos. Nós já tínhamos o planejamento de contratarmos porteiros escolares para reforçar a seguraça antes mesmo destes acontecimentos. Então já há um processo em fase de licitação na reta final para controlar o fluxo e indentificar pessoas que sejam estranhas a comunidade escolar”, destacou José Neto. Enquanto a solução definitiva não surge, cada segmento atua com o que pode. A secretária adjunta da Secretarial Municipal de Segurança Comunitária e Convívio Urbano Talyta Nobre disse que todo o efetivo possível está disponível para atender às demandas da Semed. A comunicação entre os órgãos foi ampliada e está sendo feito um trabalho preventivo que também inclui palestras e uma presença nas unidades.
EXTREMISMO
Entre os trabalhadores da educação o problema é grave e pode ter relação com o sentimento de ódio que surgiu com maior força nos últimos anos nas redes sociais. Segundo o presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Educação, Izael Ribeiro, a presença de vigilância armada e as portas giratórias não são a melhor solução. O sindicalista defendeu a ampliação do debate dentro da escola como forma de prevenção e o monitoramento de grupos extremistas. O vereador Leonardo Dias (PL) disse que começou a ver os casos a partir do episódio de Bluneu e com o comportamento da imprensa. O alarmismo que foi feito e como foi tratado o autor com sua imagem divulgada acabou por incentivar outras pessoas. Ele defendeu que não sejam noticiados os casos com a imagem dos autores dos atentados. O parlamentar se posicionou contra a segurança armada nas escolas por acreditar que ao invés de supreender ele pode ser supreendido e sua arma ser usada contra os estudantes. Leonardo Dias propôs que o debate seja feito com as famílias.