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Nº 5754
Política

Seguran�a de deputado solto 4a feira � suspeito n� 1, diz pol�cia

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Por | Edição do dia 29/01/2005 - Matéria atualizada em 29/01/2005 às 00h00

LUIZA BARREIROS O diretor-geral da Polícia Civil, delegado Roberto Lisboa, afirmou na noite de ontem que a polícia já tem um primeiro suspeito de ter sido o responsável pelo assassinato do ex-presidente da Câmara e atual secretário de Administração de Minador do Negrão, Jacó Ferro. Trata-se de Eronildo Alves Barros, segurança do deputado estadual Cícero Ferro (PMDB), que em outubro no ano passado havia jurado matar Jacó Ferro. Eronildo estava preso no Presídio Cirydião Durval, respondendo por um crime de homicídio, e foi solto na última quarta-feira, por ordem da Justiça. “Até agora, todas as suspeitas recaem sobre ele”, afirmou Lisboa. Segundo o diretor, além da ameaça que havia sido feita por Eronildo à vítima, a compleição física do autor dos disparos descrita pelas testemunhas bate com a dele. “Para completar, o suspeito não foi encontrado em casa após o assassinato”, afirmou Roberto Lisboa. Apesar disso, o delegado disse que outras possibilidades não podem ser descartadas, inclusive a de que o crime tenha ligação com o atentado sofrido pelo deputado Cícero Ferro (PMDB), em 31 de janeiro do ano passado. Na época, Ferro apontou Jacó – de quem é primo legítimo – como um dos interessados em seu assassinato. Segundo o delegado Roberto Lisboa, uma superoperação policial foi montada no interior do Estado para efetuar a busca do suspeito. Além do delegado regional Rosivaldo Villar e de homens da Delegacia de Palmeira dos Índios, participam das buscas policias do Tático Integrado Grupamento de Resgates Especiais (Tigre), o comando de elite da Polícia Civil. “Me paga” Jacó Ferro sabia que poderia ser assassinado. Em outubro do ano passado, após a eleição – em que seu grupo derrotou o do primo e inimigo Cícero Ferro –, ele chegou a anunciar que deixaria o município. A decisão foi tomada depois que foi ameaçado por Eronildo Alves Barros. Ao ser preso, em Minador, do dia 21 de outubro do ano passado, o segurança responsabilizou Jacó Ferro por sua prisão. “Isso é coisa do Jacó Ferro. Ele vai me pagar por ter feito isso comigo”, disse Eronildo aos policiais que o levavam preso. Coincidência ou não, Eronildo saiu da prisão na última quarta-feira. Na quinta-feira – véspera do assassinato de Jacó Ferro – houve uma festa em Minador do Negrão para comemorar seu retorno. Quando Eronildo foi preso, no ano passado, houve uma operação policial que envolveu três delegados e 14 agentes. A prisão ocorreu porque ele era acusado de envolvimento na execução do agricultor Ednilson Teixeira Alves, 30 anos, assassinado com 18 tiros de pistola 380, por três homens, uma semana antes, no Sítio Travessão, em Minador. O crime teria sido cometido por Eronildo, junto com Elinton Barros e Hugo Correia, também apontados como seguranças do deputado Cícero Ferro. Ednilson havia participado da campanha do prefeito eleito de Minador, Emílio Barros (PSB), contra a esposa do deputado Cícero Ferro, Eladja Ferro (PMDB). A polícia suspeitava que o crime teve motivação política e teria a participação de pessoas ligadas a Cícero Ferro. Quando foi preso, Eronildes Alves Barros foi supreendido em sua casa pelos policiais, que tinham um mandado de busca e apreensão. Ele tentou fugir, mas foi preso. Estava com uma pistola 380 e dois pentes de munições do mesmo calibre. Eronildes chegou a jogar a arma e os carregadores em um matagal próximo ao quintal da sua residência. Ele foi preso em flagrante, por porte ilegal de arma, e levado para a delegacia de Minador do Negrão. Mas, por questão de segurança, foi encaminhado para a Delegacia Regional de Palmeira dos Índios e depois para o Presídio Cirydião Durval, em Maceió, onde ficou até ser posto em liberdade na última quarta-feira. Leia mais sobre o assassinato de Jacó Ferro nas páginas A7 e A8.

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