Política
DIA DO TRABALHADOR TEM ATO NA ORLA MARÍTIMA DE MACEIÓ
Sindicalistas e integrantes de movimentos sociais defenderam melhores salários e condições de trabalho
Na manhã dessa segunda-feira (1), Dia Internacional do Trabalhador, movimentos sociais e centrais sindicais de Alagoas se reuniram na praia de Pajuçara para realizar um ato em alusão à data.
A concentração do protesto se iniciou por volta das 8h e aconteceu próximo do antigo Ginásio do CRB. Durante o ato público, os manifestantes defenderam dos direitos trabalhistas, a democracia e a revogação do Novo Ensino Médio.
A manifestação seguiu em direção à Praça Sete Coqueiros e contou com atrações culturais de Alagoas. O cantor Igbonan Rocha iniciou a programação, que ainda teve a participação das cantoras Fernanda Guimarães e Mel Nascimento, além de grupos de batucadas.
A mobilização foi organizada pela CUT Alagoas, Nova Central Sindical, Força Sindical e a CSP -Conlutas, além de entidades dos movimentos por moradia e reforma agrária. O ato também contou com a presença de partidos de esquerda, movimentos sociais e estudantes de Alagoas.
BANDEIRAS
Rilda Alves, presidente da CUT de Alagoas, reforçou que o ato foi organizado de forma coletiva. “Nossa bandeira é a luta por empregos, salários, moradias, por terra, pela revogação das reformas que prejudicam a vida dos trabalhadores. A conotação desse primeiro de maio é diferente, fruto de um trabalho construído coletivamente”, disse ela. Rilda reforçou ainda que a mobilização também teve o propósito de debater pautas locais. “Neste primeiro de maio estamos trazendo a bandeira da classe trabalhadora. Estamos negociando pautas com o Governo Federal e pautas locais com o Governo de Alagoas e os municípios. Mais uma vez, queremos trazer para esse ato que somos contra o crime ambiental que aconteceu em 5 bairros de Maceió. Quantos trabalhadores perderam seus locais de trabalho com essa situação?”, explicou ela. Durante o ato, estudantes de Alagoas também compareceram para discutir o modelo do Novo Ensino Médio. Com cartazes, eles pediam a revogação da medida. O estudante Leandro Neto, que cursa História na Universidade Estadual de Alagoas (Uneal), defendeu a mudança. “Enquanto licenciando, me vejo no dever de lutar pela revogação do Novo Ensino Médio, que visa, na verdade, terceirizar a mão de obra e redirecionar os jovens para o mercado de trabalho precarizado e não às universidades. Trazendo em sala de aula o não desenvolvimento crítico dos alunos”, frisou Leandro.