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BOLSONARO É ALVO DE OPERAÇÃO DA PF SOBRE CARTÃO DE VACINAÇÃO

Ex-presidente nega irregularidades e diz que só depõe após acesso a processo; defesa afirma que falsificação é ‘obra de ficção oportunista’

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Imagem ilustrativa da imagem BOLSONARO É ALVO DE OPERAÇÃO DA PF SOBRE CARTÃO DE VACINAÇÃO
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O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) reafirmou, na tarde de ontem), que não cometeu “nenhuma fraude”, após ser alvo de operação da Polícia Federal (PF) que investiga irregularidades em dados de vacinação contra a Covid-19. Segundo o ex-mandatário, o cumprimento de mandados de busca e apreensão na casa dele, pela manhã, foi uma ação policial com objetivo de “esculachar”. “Essa questão de hoje, receber a PF na sua casa, não há dúvida de que é o que eu chamei de operação para te esculachar. Poderiam perguntar sobre vacinação para mim, sobre o cartão, eu responderia, sem problema nenhum. Agora é uma pressão enorme, 24 horas por dia, o dia todo, desde antes de assumir a Presidência, até agora. Não sei quando isso vai acabar”, declarou durante o programa Pânico, da Jovem Pan. “Por que eu fico emocionado? Mexeu comigo, sem problema. Agora vai para a esposa, para a filha… É desumano”, prosseguiu. Jair Bolsonaro (PL) foi alvo de operação da PF nesta quarta (3/5). Ele defendeu que não cometeu "nenhuma fraude" sobre dados da imunização Após a operação em sua residência, Bolsonaro reafirmou que não tomou a vacina contra a Covid-19 e negou ter falsificado dados. “Não existe adulteração da minha parte. Eu não tomei a vacina. Li a bula e não tomei. Minha filha de 12 anos não tomou. A Michelle [Bolsonaro] tomou nos EUA”, disse a jornalistas em frente à casa onde mora, em Brasília.

DEFESA

A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro alegou que a falsificação do certificado vacinal, alvo de operação da Polícia Federal nesta quarta, é uma “obra de ficção oportunista”. “Como sabido por todos, Bolsonaro sempre deixou claro que nunca foi vacinado”, disse o assessor do ex-presidente, Fabio Wajngarten, no Twitter. “Por tal razão é óbvio que não faz sentido uma pessoa que não tomou vacina ter cartões de vacina, principalmente porque sempre que viajou, o fez para lugares em que a exigência de vacinação era dispensada”, seguiu. O texto publicado na rede social diz ainda que o “o dinheiro público vem sendo indevidamente desperdiçado para perseguir arbitrariamente as pessoas”, e que não é a primeira vez que o tema é usado contra Bolsonaro. A quarta-feira foi marcada pela forte repercussão da operação da Polícia Federal que realizou buscas na casa de Jair Bolsonaro, apreendeu o celular dele e prendeu seis pessoas, muitas delas próximas do ex-presidente A suspeita é de que uma organização criminosa tenha fraudado cartões de vacinação para driblar restrições da pandemia de Covid. Entre os presos, está o tenente-coronel Mauro Cid, homem da confiança do ex-presidente e seu ex-ajudante de ordens. Cid é também um dos principais personagens de outro escândalo, o das joias presenteadas pela Arábia Saudita Fabio Wajngarten disse que seu cliente só prestará depoimento à Polícia Federal após ter acesso aos autos da Operação Venire, deflagrada ontem.

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