Política
AUDIÊNCIA PÚBLICA DISCUTE IMPACTOS DAS DEMOLIÇÕES EM ÁREAS DESOCUPADAS
Durante a audiência foi apresentado o relatório de impacto ambiental relativo à demolição de 14.500 imóveis
Uma audiência pública proposta pelo Instituto do Meio Ambiente (IMA/AL) discutiu, nessa quarta-feira (03), os impactos causados pelas demolições dos imóveis localizados nas áreas desocupadas dos bairros Pinheiro, Mutange, Bebedouro, Flexais e Bom Parto. Na oportunidade, também foi apresentado o estudo realizado na região que foi afetadas pela atividade de mineração.
Ontem foi apresentado o relatório de impacto ambiental relativo à demolição de 14.500 imóveis, dentre os principais impactos estão voltados para a geração de resíduos, desmobilização de fossas para não haver contaminação do lençol freático, e o cuidados com demais equipamentos que precisam de maiores cuidados durante a demolição.
“Se pretende fazer uma segregação dos resíduos, separar o que é reciclado e não reciclado, material que pode ser usado na construção civil, em obras públicas, então, tudo vai ser segregado. Também tem equipamentos como postos de gasolina, que precisam ser demolidos e que exigem um cuidado especial. Tudo isso foi apresentado na audiência pública para que seja de conhecimento e para que a sociedade possa apresentar sugestões e tirar dúvidas”, afirmou o coordenador de Gerenciamento Costeiro do IMA, Ricardo César.
As demolições tem prazo de 36 meses para serem concluídas e serão realizadas das bordas para o centro das regiões, com o objetivo de minimizar os transtornos à população. As edificações históricas, no entanto, serão preservadas.
“Os resíduos serão gerenciados de acordo com práticas ambientais que incluem identificação dos resíduos, separação conforme classificação, armazenamento temporário e destinação final, recicláveis que serão doados a cooperativas locais. E outros serão levados para centrais de tratamento”, explicou o representante da empresa responsável pelo estudo, Pedro Bittencourt.
Após a demolição, será feita a cobertura vegetal adequada ao local específico, de acordo com o projeto técnico e aprovação do órgão competente.
“Foi apresentado, também, que a Braskem vai fazer um programa de revegetação, plantação de gramas, arbustos, plantas nativas para recuperar toda essa área”, explicou Ricardo César.
MEDIDAS DE PROTEÇÃO
De acordo com Pedro Bittencourt, o estudo prevê medidas de proteção para a população do entorno dos imóveis que serão demolidos.
“A demolição prevê uma série de atividades preparatórias que incluem o isolamento da área, pretendemos fechar o máximo possível da área exterior e, por outro lado, será feita uma vistoria nas habitações próximas, no sentido de fazer prevenção a impactos que possam surgir. Poderão ser adicionadas medidas preventivas e feito o ajustamento, caso algumas das medidas não se mostrem plenamente eficaz”, disse. O estudo também reuniu informações que avaliaram os impactos positivos e negativos das atividades de demolição, onde foram definidas medidas de prevenção, mitigação e controle para minimizar os danos à população.
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Dentre os impactos dos pós-demolição, os especialistas listaram a redução dos riscos de erosão, de instabilidade das encostas e quedas de árvores, redução da insegurança e melhoria da capacidade de infiltração de água no solo. Os especialistas explicaram que a área não será ocupada por ser considerada uma área de risco e que também não haverá uso de explosivos, todas as demolições serão mecânicas, com o uso de máquinas pelo método de Demolição Progressiva e Desconstrução.