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Nº 5750
Política

Decretada pris�o de suspeitos de matar Jac� Ferro

MAIKEL MARQUES Sucursal Arapiraca - Mais de 40 homens das polícias Civil  e Militar cruzaram, no último  fim de semana, a fronteira de  Alagoas rumo aos municípios  pernambucanos de Iati e Bom  Conselho, na tentativa de prender os irmãos Eronildo Alves  

Por | Edição do dia 01/02/2005 - Matéria atualizada em 01/02/2005 às 00h00

MAIKEL MARQUES Sucursal Arapiraca - Mais de 40 homens das polícias Civil  e Militar cruzaram, no último  fim de semana, a fronteira de  Alagoas rumo aos municípios  pernambucanos de Iati e Bom  Conselho, na tentativa de prender os irmãos Eronildo Alves  Barros e Wellington Alves Barros, principais suspeitos do assassinato do ex-vereador e secretário de Administração de  Minador do Negrão, Jacó Cardoso Ferro. Os irmãos tiveram prisão temporária de 30 dias decretada pelo juiz Luciano Andrade de Souza, da Vara Criminal de Palmeira dos Índios. Jacó Cardoso Ferro exercia o cargo de secretário de Administração de Minador do Negrão e era o principal aliado do fazendeiro José Nilton Cardoso Ferro, acusado de comandar, no dia 31 de janeiro de 2004, o atentado à bala contra o deputado estadual Cícero Ferro (PMDB). Ferrenho adversário político do primo legítimo Cícero Ferro, o ex-vereador Jacó Cardoso Ferro morreu na tarde da última sexta-feira, na BR-316, em Estrela de Alagoas, depois de ser atingido por sete tiros de pistola – dois na cabeça e cinco no tórax. O suspeito nº 1 de ter efetuado os disparos é Eronildo Alves Barros, apontado como segurança de Cícero Ferro. André Avancini, delegado responsável pelo inquérito sobre a morte de Jacó Ferro, colheu até a madrugada de sábado os depoimentos dos quatro sobreviventes do atentado: José Joel Matos, Gideão Roque Matos, Marcos Barbosa e um policial identificado como Robério. Eles teriam reconhecido Eronildo Alves Barros como sendo o segundo ocupante da moto utilizada no atentado. “De acordo com as testemunhas, as características físicas dos suspeitos são as mesmas dos irmãos Eronildo e Wellington”, relatou o delegado. Eronildo tinha sido preso em outubro de 2004, acusado de envolvimento na morte do trabalhador rural Ednilson Teixeira Alves, que era aliado político de Zé Nilton Cardoso e do atual prefeito Emílio Barros (PSB). Liberado do presídio Cirydião Durval na quinta-feira passada, por determinação judicial, Eronildo ficou apenas um dia em Minador e teria deixado a cidade na sexta-feira pela manhã, horas antes do crime. A mulher de Eronildo e alguns de seus familiares também deixaram a cidade na noite de sexta-feira. Sem sucesso Agentes da Polícia Civil, em ação conjunta com militares do 3º e 10º Batalhões da PM, reforçavam ontem a segurança em Minador do Negrão, quando receberam a informação de que os suspeitos estariam escondidos em Iati ou Bom Conselho, no interior de Pernambuco. “Vasculhamos supostos esconderijos na casa de parentes e amigos, mas não conseguimos localizá-los”, disse o delegado André Avancini.

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