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Nº 5749
Política

Inoc�ncio deixa PFL e se filia hoje ao PMDB

Brasília - Sem esconder as mágoas com o PFL, o deputado Inocêncio Oliveira (PE) confirmou, no começo da noite de ontem, que está deixando o  PFL para se filiar ao PMDB. A  filiação deverá acontecer hoje, num ato em Pernambuco, que irá contar com a presenç

Por | Edição do dia 03/02/2005 - Matéria atualizada em 03/02/2005 às 00h00

Brasília - Sem esconder as mágoas com o PFL, o deputado Inocêncio Oliveira (PE) confirmou, no começo da noite de ontem, que está deixando o  PFL para se filiar ao PMDB. A  filiação deverá acontecer hoje, num ato em Pernambuco, que irá contar com a presença do governador Jarbas Vasconcelos (PMDB). Inocêncio deixou claro que sua decisão é “madura” e que não tem volta. “Acredito que todo político, depois de um certo tempo, tem que pensar em renovar e uma das maneiras para isso é mudar [de partido]. Meu ciclo no PFL está se encerrando. Dei muito mais ao partido do que recebi nesses 20 anos”, afirmou. Inocêncio contou que recebeu ontem pela manhã um apelo do presidente nacional do PFL, senador Jorge Bornhausen, e um telefonema do prefeito do Rio de Janeiro, Cesar Maia, candidato do partido à presidência em 2006, para rever sua posição, mas destacou que não se sente mais confortável na legenda. “Chegou o momento de buscar um novo caminho. Quando o PFL não tinha chance de conquistar a presidência da Câmara eu conquistei a vaga, quando fui líder, o PFL era forte e não este PFL fraco que está hoje. Mas nunca me senti retribuído por isso”, desabafou. Foram dois os motivos que levaram Inocêncio a decidir deixar o PFL. Um deles é sua pretensão de sair candidato ao Governo de Pernambuco em 2006. “O PFL nunca me deu a chance de disputar um cargo majoritário”, disse. O nome preferencial do partido é o do vice-governador Mendonça Filho, o que Inocêncio considera uma injustiça. “Fui o deputado mais votado do PFL em Pernambuco e o político que fez mais prefeitos no Estado. Foram 41. Já Mendonça Filho elegeu 13 e o Sérgio Guerra [outro candidato da aliança jarbista] fez 26 prefeitos”, contabiliza. A eleição para a Mesa da Câmara Federal também pesou na decisão de Inocêncio, embora ele diga que este fator é “secundário”. Inocêncio apostava que o PFL iria se articular para garantir sua permanência na Mesa Diretora, como primeiro secretário da Câmara.

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