app-icon

Baixe o nosso app Gazeta de Alagoas de graça!

Baixar
Nº 5750
Política

Caldas substitui Alves por Vergetti

O novo presidente da Agência Alagoana de Habitação, Afrânio Vergetti, 34, assumiu ontem o cargo no lugar de Maurício Alves, que pediu demissão da função após ter sido acusado de sonegação fiscal. Alves não compareceu à posse de Vergetti, mas o deputado

Por | Edição do dia 05/02/2005 - Matéria atualizada em 05/02/2005 às 00h00

O novo presidente da Agência Alagoana de Habitação, Afrânio Vergetti, 34, assumiu ontem o cargo no lugar de Maurício Alves, que pediu demissão da função após ter sido acusado de sonegação fiscal. Alves não compareceu à posse de Vergetti, mas o deputado federal João Caldas (PL), responsável pelas duas indicações na Agência, marcou presença e ainda reclamou das “forças estranhas” que “tiraram” seu pupilo do cargo, segundo disse. “Ele [Maurício] não é acusado de sonegação. Ele deve ao fisco, como centenas de milhares de alagoanos que devem não somente ao fisco, mas à Ceal, à Casal, ao cartão de crédito ao posto de gasolina, ao agiota”, disparou Caldas, acrescentando ter indicado “uma outra pessoa [Vergetti] para evitar desgaste político”. A posse do novo secretário foi prestigiada por secretários de Lessa e, contraditoriamente pelo presidente do diretório municipal do PL, vereador Galba Novaes, que ensaiou um discurso mais ameno em relação ao governo estadual. Durante as negociações feitas por Caldas visando integrar o governo estadual, Galba Novaes se recusou a compor a base aliada e declarou “independência” partidária. Galba, inclusive, chegou a lançar seu nome ao Senado, numa provável disputa com o governador Ronaldo Lessa. Ontem, durante a posse de Vergetti, Galba evitou falar sobre as eleições estaduais e não arredou o pé de Caldas. Perfil O novo presidente da Agência Alagoana de Habitação foi secretário de Administração e Finanças no governo de seu pai, Afrânio Vergetti, em União dos Palmares, e cursa a faculdade de Direito. O pai de Afrânio foi eleito prefeito em União em 1996 e reeleito em 2000, mas acabou sendo cassado pela Justiça Eleitoral em 2002, acusado de corrupção eleitoral, por meio de abuso de poder econômico e político. (OR)

Mais matérias
desta edição