loading-icon
MIX 98.3
NO AR | MACEIÓ

Mix FM

98.3
quarta-feira, 05/08/2026 | Ano | Nº 6282
Maceió, AL
24° Tempo
Logo Gazeta de Alagoas Logo Gazeta de Alagoas
Home > Política

Política

“Os cargos que temos s�o de s�timo escal�o”

Ouvir
Compartilhar

Acusado nas eleições do ano passado de ser laranja, quando saiu candidato a prefeito de Maceió, José Djalma, presidente regional do Partido Republicano Progressista (PRP), diz que marcha com o governo desde 1992 e se orgulha de nunca ter ?apunhalado? o governador pelas costas. ?Mas não estamos sendo olhados por ele como deveríamos?. Sobre o fato do seu partido ocupar cargos na administração de Lessa, Djalma é contundente: ?Ocupamos cargos de quinto, sexto e sétimo escalão, com salário de R$ 300 ou R$ 400. Isso é vergonhoso!?, bradou. Já a professora Nadeje Amália do Nascimento está felicíssima com o espaço conquistado pelo Partido Humanista da Solidariedade (PHS) no governo estadual. O partido ocupa quatro cargos no Instituto do Meio Ambiente (IMA), desde a primeira gestão de Lessa. ?Nossa relação é muito boa?, simplificou a professora. Para o professor Alberto Saldanha, do Departamento de Ciências Sociais da Universidade Federal de Alagoas (Ufal), os partidos nanicos, além de serem incapazes de promover a inserção social, são, muitas vezes, identificados como oportunistas por praticar barganha política. Saldanha atenta para diferenças entre partido nanico e pequeno. De acordo com ele, o PCdoB, por exemplo, é pequeno mas possui história e tem representatividade ideológica, diferentemente do PSC, que tem pouca inserção nos movimentos sociais. ?Eles [os nanicos] não estão presentes em manifestações públicas e a sociedade conhece pouco deles, não se sabe sequer quem são seus representantes?, destacou. Saldanha diz ainda que a função dos nanicos em Alagoas não é diferente do restante do Brasil. Eles aparecem no momento de composição de chapas e no horário eleitoral e depois ocupando cargos dentro do governo. ?Os partidos nanicos, também conhecidos como de aluguel, são utilizados para fazer arranjos políticos, ajudando no tempo para o horário eleitoral e na proporcionalidade na contagem de votos?, destacou. A rebelião dos nanicos também não é novidade no meio político. ?Normalmente, depois do pleito eleitoral, a disputa por espaço é quase uma constante, e quando isso não se concretiza, a maioria sente-se desprestigiada?. Os nanicos que atuam em Alagoas, segundo Saldanha, são o Prona, PSC, PSDC, PAN, PRP, PHS, PTdoB e PTN. (RC)

Relacionadas