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SENADO APROVA MP QUE REORGANIZA OS MINISTÉRIOS

Não houve alterações em relação ao que foi aprovado na Câmara dos Deputados e texto agora segue para sanção presidencial

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Plenário do Senado Federal durante continuação da 57ª sessão deliberativa ordinária, destinada à apreciação das Medidas Provisórias nºs 1.154 e 1.164, de 2023.

Mesa: 
vice-presidente do Senado Federal, senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB);
senador Rogerio Marinho (PL-RN);
presidente do Senado Federal, senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG).

Foto: Pedro França/Agência Senado
Plenário do Senado Federal durante continuação da 57ª sessão deliberativa ordinária, destinada à apreciação das Medidas Provisórias nºs 1.154 e 1.164, de 2023. Mesa: vice-presidente do Senado Federal, senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB); senador Rogerio Marinho (PL-RN); presidente do Senado Federal, senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG). Foto: Pedro França/Agência Senado -

O Senado Federal aprovou, ontem, por 51 votos contra 19, a Medida Provisória que reestrutura a Esplanada dos Ministérios. Não houve alterações em relação ao texto aprovado na Câmara dos Deputados. O debate no plenário do Senado se deu em torno principalmente do aumento do número de pastas da Esplanada de 23 para 37 ministérios ou órgãos com status de ministério.

A oposição criticou o aumento. Para o senador Izalci Lucas (PSDB-DF), seria preciso reduzir o número de pastas. “Não é quantidade de ministérios que traz competitividade, que traz qualidade. Às vezes se você tem um número menor e tem políticas eficientes, é muito melhor”, pontou o parlamentar. ”O que o Brasil precisa é de políticas de estado, não de governo”, concluiu.

MUDANÇAS

Editado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva no primeiro dia de governo, o texto aprovado hoje manteve as modificações feitas na Comissão Mista, com retirada de atribuições dos ministérios do Meio Ambiente, dos Povos Indígenas e do Desenvolvimento Agrário. A MP que reestrutura os ministérios agora segue para sanção presidencial.

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Entre as mudanças no Ministério do Meio Ambiente, foi retirada da pasta a Agência Nacional de Águas (ANA), passando a supervisão do órgão ao Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional.

Já o Cadastro Ambiental Rural (CAR), um cadastro eletrônico obrigatório a todas as propriedades e posses rurais, é transferido para o Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos. O MMA também perdeu o Sistema Nacional de Informações em Saneamento Básico (Sinisa), o Sistema Nacional de Informações sobre a Gestão dos Resíduos Sólidos (Sinir) e o Sistema Nacional de Gerenciamento de Recursos Hídricos (Singreh). Os três sistemas serão de responsabilidade do Ministério das Cidades. O Ministério dos Povos Indígenas deixará de cuidar da homologação de terras de povos originários, devolvida à pasta da Justiça e Segurança Pública. Além disso, houve a redistribuição de atribuições da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) – que passou a ser vinculada ao Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) – para o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), ao qual a companhia pertencia antes.

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