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MÉDIA DE DUAS PESSOAS MORRERAM POR DIA EM ACIDENTES DE TRÂNSITO

Em 2023, estado registrou 263 mortes por acidentes de trânsito, que representa 45% do total ocorrido em 2022

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Nos cinco primeiros meses de 2023, Alagoas registrou 263 mortes por acidentes de trânsito, isso representa 45% do total ocorrido no ano passado. Uma média de quase duas vítimas por dia. Os dados são da Polícia Científica.

Dados do Hospital Geral do Estado (HGE) mostram que de janeiro a abril deste ano, 1.917 pessoas foram atendidas após acidentes de trânsito na capital e parte do interior alagoano. Desse total, 898 foram em decorrência de colisões; 693 estavam em motocicletas; 170 atropelamentos; 114 de bicicleta e 42 após capotamentos.

No mesmo período do ano passado, ou seja, de janeiro a abril, foram 1.661 vítimas atendidas no HGE. O percentual de aumento em 2023 é de 15,4% em relação a 2022, que teve 5.398 vítimas, de acordo com informações da assessoria de comunicação da unidade.

Os meses mais violentos no trânsito – de acordo com o número de atendimento de vítimas no HGE – foram março (530); janeiro (527); fevereiro (476) e abril (384). Em entrevista à Gazeta, Marco Fireman, diretor-presidente do Detran Alagoas, destaca que parte dessas mortes poderia ser evitada.

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“Eu não tenho informações do que poderia ter sido a causa desses acidentes. Mas, o que posso dizer é que 90% desses acidentes, com certeza, poderiam ter sido evitados. Pois, na maioria das vezes, os acidentes estão relacionados à ausência de capacete nos casos dos motociclistas, uso de bebidas alcoólicas, uso de celular enquanto dirige, e dormir na direção. Esses são alguns dos principais fatores que causam acidentes que poderiam ser evitados se houvesse prudência por parte do condutor”, explica.

Na avaliação do diretor-presidente do Detran, as motocicletas ainda são mais perigosas devido a forma de condução desse tipo de veículo. Fireman destaca que aumentou muito a quantidade de motocicletas nas vias especialmente em função dos aplicativos de entrega.

“Os motociclistas estão sempre correndo contra o tempo para fazer a entrega. Por isso, correm muito risco andando nos corredores entre os carros. Qualquer descuido causa um acidente. Por outro lado, no interior do estado, vemos muitos casos de motociclistas sem habilitação pilotando moto. Isso é muito preocupante, porque eles desafiam as leis de trânsito. Além disso, geralmente, não fazem o uso do capacete, que é um equipamento de segurança indispensável”, reforça Marco Fireman.

A reportagem pergunta ao chefe do Detran por que, na opinião dele, morrem tantos jovens em acidentes, ele destaca que essa situação geralmente está relacionada ao próprio comportamento deles no trânsito e que acabam se colocando muito em risco porque acreditam que são inatingíveis, desafiando as leis.

“Esses casos também estão relacionados à falta de prática na direção e falta de prudência no trânsito. É uma pena porque quando não há a morte, muitos jovens ficam incapacitados, com danos, muitas vezes, irreversíveis à saúde dele. Isso traz prejuízo tanto para o país que tem que manter esse jovem na previdência, como para ele que perde o futuro, isso quando não perde a vida. Então, os acidentes fatais que envolvem jovens estão relacionados, na maior parte dos casos, ao comportamento de desafiar o perigo, de se pôr em risco e de conduzir o veículo de forma negligente”, finaliza Marco Fireman.

As autoridades alertam para algumas medidas que podem evitar acidentes. É preciso conhecer e seguir as leis de trânsito vigentes, como os limites de velocidade, as sinalizações, a proibição de dirigir sob efeito de álcool ou drogas e evitar ultrapassagens perigosas. Para isso, mantenha distância segura dos veículos à frente e esteja preparado para reagir a imprevistos e não utilize o celular ao dirigir, já que o uso do celular ao volante é uma das principais causas de distração e acidentes.

Além disso, utilizar os equipamentos de segurança, como o cinto corretamente e certificar-se de que todos os ocupantes do veículo estejam devidamente protegidos. Se estiver em uma motocicleta, use capacete apropriado e demais equipamentos de proteção e respeitar os direitos dos pedestres nas faixas e nas travessias, reduzindo a velocidade e cedendo a passagem quando necessário. Dê espaço adequado aos ciclistas e compartilhe as vias de forma segura.

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