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Lessa entra no PDT defendendo aproxima��o com governo Lula

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MARCOS RODRIGUES ODILON RIOS O governador Ronaldo Lessa assinou ontem em Brasília sua ficha de filiação ao PDT. Com o secretário-executivo de Educação, Maurício Quintella, e com o deputado federal Jurandir Bóia, que também passaram a ser pedetistas, Lessa defendeu o consenso em torno do governo do presidente Lula. Todos chegaram para o evento acompanhados do presidente do PDT alagoano, Geraldo Sampaio. Mesmo com a postura de independência política do PDT em relação ao governo federal, Lessa disse que não vê problemas em defender Lula. ?Eu disse a todos que o governo Lula ainda não se esgotou e lembrei que o próprio PDT o apoiou recentemente. Por isso acredito que há um espaço para convivermos com o governo?, disse o governador. Lessa disse acreditar que o fato de ocupar um cargo majoritário, e não o de parlamentar, facilita sua relação com os novos companheiros de partido. Essa posição também foi defendida pelo presidente do Diretório Nacional do PDT, Carlos Lupi. ?Nós continuaremos independentes do governo. Quanto ao governador, ele deixou claro que precisa manter uma boa relação com o governo por razões administrativas?, afirmou Lupi à GAZETA, por telefone num tom de aceitação. A polêmica em torno da ida de Lessa para o PDT, deve-se ao rompimento dos brizolistas com o governo Lula em seu primeiro ano de governo. O próprio governador lembrou que os pedetistas não estão fazendo oposição sistemática no Congresso Nacional. ?Os deputados estão votando de acordo com suas convicções?. Ao citar a eleição para a presidência da Câmara dos Deputados, Lessa defendeu a candidatura governista do deputado federal Luiz Eduardo Greenhalgh, do PT, que também compareceu ao ato de filiação e pediu apoio para a sua eleição no próximo dia 15. Candidato a presidente do Senado, o alagoano Renan Calheiros (PMDB), também marcou presença. Em discurso no ato de filiação, Renan fez elogios a Lessa. Depois da filiação, o presidente do PDT se reuniu com a bancada federal do partido e definiu o apoio a Greenhalgh para a eleição da Mesa Diretora da Câmara. Se, por um lado, a filiação se transformou num ato político, ela não conseguiu ser unanimidade. O ex-líder do PDT no Senado, senador Jefferson Péres (AM), não compareceu. De Manaus ele falou à GAZETA da desconfiança sobre os interesses que cercaram a entrada de Lessa em seu partido. Segundo Péres, sua ausência não foi programada. ?Mas se tivesse convicção da independência do governador Lessa em relação ao governo federal, poderia ter comparecido?, disse Péres, defendendo sua postura crítica ao governo Lula. Ainda segundo o senador, o presidente do partido, Carlos Lupi, deveria aceitar o ingresso de Lessa baseado em condições. ?E se tivermos candidatura própria em 2006, qual será a posição do governador??, indagou o senador amazonense. Fidelidade Para o governador Ronaldo Lessa, sua fidelidade ao PDT não deve ser contestada. Ao ser indagado sobre a desconfiança do senador Jefferson Péres, ele lembrou sua posição em 2002. À época, o PSB, seu partido, tinha governador do Rio de Janeiro, Anthony Garotinho, como candidato à Presidência da República. ?Trabalhei pela aliança com o PT. Como perdi internamente, votei no Garotinho no primeiro turno. Sou um homem de partido?, definiu Lessa.

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