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CÂMARA CRIA FRENTE CONTRA INSTALAÇÃO DE TERMINAL DE ÁCIDO SULFÚRICO

Grupo vai cobrar esclarecimentos sobre autorizações para que a unidade seja construída na região portuária de Maceió

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Imagem ilustrativa da imagem CÂMARA CRIA FRENTE CONTRA INSTALAÇÃO DE TERMINAL DE ÁCIDO SULFÚRICO

A Câmara Municipal de Maceió criou uma frente parlamentar para acompanhar os trâmites da eventual instalação de uma Unidade de Recebimento e Estocagem de Ácido Sulfúrico na no Porto da capital. A formação foi sugerida pelo líder do governo na Casa, vereador Chico Filho (MDB), que, assim como outros colegas, já se posicionou contrário à abertura do depósito. Ele apresentou um requerimento verbal, durante a sessão ordinária desta quarta-feira (14), para que o grupo fosse criado para cobrar, entre outras medidas, esclarecimentos acerca das autorizações que permitirão o terminal de armazenamento do produto químico ser instalado na região portuária. A sugestão dele foi aprovada por unanimidade. Além de Chico, devem compor a frente parlamentar os vereadores Silvania Barbosa (MDB), Marcelo Palmeira (Podemos) e Teca Nelma (PSD). Como primeira atividade, o grupo pretende agendar uma reunião ampliada com representantes da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Urbanismo (Semurb), da Secretaria de Estado do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Sedics) e da Administração do Porto de Maceió. “Queremos saber, inicialmente, em que situação está o processo de instalação dessa empresa que armazena ácido sulfúrico em Maceió. Precisamos ter a certeza de quem é a responsabilidade. Não me parece razoável uma empresa se estabelecer em um cartão postal da cidade. O nosso porto é subutilizado, mas tem um potencial turístico gigantesco”, avalia Chico Filho. Ele questionou os benefícios que a unidade traria para a capital e se valeria a pena o investimento na região que faz limite com a Pajuçara, que é constantemente frequentada por visitantes. Segundo o vereador, a Câmara não pode ser conivente com o que considera ser um erro grave ao instalar um depósito, comparando à tragédia provocada pela Braskem em vários bairros. O projeto do espaço onde o ácido sulfúrico ficará armazenado prevê a construção em uma área de quase 8 mil metros quadrados no Porto de Maceió. A iniciativa está sendo questionada por ambientalistas e contestada pelo Ministério Público de Alagoas (MPAL). Na sessão desta quarta, a vereadora Teca Nelma pediu aos colegas apoio contra a instalação por considerar o elevado risco que o armazenamento de ácido causará ao meio ambiente. Segundo ela, o produto, certamente, causará uma tragédia na cidade. “Maceió não merece viver sob ameaça de um novo desastre. A empresa apresentou relatório de impacto ambiental e relativizou o armazenamento do produto, mas está no projeto a informação de que há 70% de efeitos negativos para a construção. Além disso, a instalação só renderá R$ 42 mil em impostos anuais. Ou seja, os reflexos econômicos não valem a pena diante da construção de uma verdadeira bomba-relógio”, afirmou a vereadora.

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