Política
PM que acompanhava Jac� no dia do crime sofre press�o
MAIKEL MARQUES Sucursal Arapiraca ? O policial militar Marcos Robério Barbosa contestou, ontem, a versão da Polícia Civil de Estrela de Alagoas, de que ele teria reconhecido os irmãos Eronildo e Elinton Barros como sendo os passageiros de uma moto utilizada pelos matadores do ex- vereador e secretário de Administração de Minador do Negrão, Jacó Cardoso Ferro, fuzilado com sete tiros no último dia 28 de janeiro, na BR-316, em Estrela de Alagoas. Barbosa era um dos ocupantes do Fiat Uno conduzido por Jacó Ferro. Lotado no 10º Batalhão da PM, o policial ?pegava carona? no banco da frente do veículo, ao lado da vítima, que foi emboscada quando trafegava pela BR-316, no município de Estrela de Alagoas. ?Os matadores abriram fogo, mas não os reconheci de jeito nenhum. Fugiram muito rápido?, declarou o PM. ?Incômodo? Lotado no 10º Batalhão da PM, em Palmeira dos Índios, Robério não utiliza a palavra ?pressão?, mas se diz ?profundamente incomodado? pelos ?questionamentos diários? de integrantes das duas famílias que disputam o poder em Minador do Negrão. ?Perguntam-me diariamente se reconheci os matadores, conforme divulgação da imprensa com base em informação da Polícia. Eu nunca os vi nem mesmo pessoalmente?, desabafou o policial, que foi cedido pelo governo do Estado para trabalhar na segurança do prefeito de Minador, Emílio Barros (PSB). O policial teme pela própria segurança e não permitiu a divulgação de sua imagem. Ele também informou que, no depoimento prestado ao delegado André Avancinni, não afirmou ter reconhecido os irmãos Eronildo e Elinton Barros como sendo os ocupantes da moto utilizada na emboscada a Jacó Cardoso Ferro. ?Não vi ninguém. Não sei de nada. Não tenho a quem acusar?, esquivou-se. Recluso em sua residência desde o dia do crime, o PM negou que fizesse segurança de Jacó Ferro. ?Eu apenas aproveitei a carona para resolver questões particulares em Palmeira?, explicou o PM. Além de Robério Barbosa, viajavam no veículo de Jacó Ferro, José Joel de Matos, o tio Gideão Roque Matos e o sobrinho Marcos Barbosa. Jacó conduzia o próprio veículo, mas perdeu o controle depois de ser atingido pelos disparos.