Política
Deputados alagoanos tamb�m disputaram espa�o na C�mara
MARCOS RODRIGUES A eleição para o presidente da Câmara dos Deputados, ontem em Brasília, foi a mais confusa da história da Casa. Com cinco pretendentes ao cargo, a bancada alagoana foi para o voto em plenário dividida, mas envolvida no processo de sucessão do presidente João Paulo Cunha (PT-SP). Embalados pela eleição do senador Renan Calheiros (PMDB) para a presidência do Congresso Nacional, os deputados alagoanos saíram do anonimato. Três integrantes da bancada partiram para disputa de cargos na mesa diretora da Câmara. O deputado José Thomaz Nonô (PFL) recebeu a indicação do seu partido para ocupar a 1ª vice-presidência da Câmara. Isso, porém, não garantiu unanimidade na legenda. Outros dois deputados, César Bandeira (PFL-MA) e Robson Tuma (PFL-SP), também pleiteavam a vaga, na condição de candidatos avulsos. Por telefone, à GAZETA, o deputado Nonô não desconsiderou a concorrência, mas optou por manter sua estratégia para a eleição. ?Estou fazendo o que está ao meu alcance. Tenho conversado com cada deputado em busca de votos. O clima é de negociação?, disse o pefelista, depois da abertura dos trabalhos legislativos. Nonô é o líder da minoria na Câmara. O seu partido também entrou na disputa pela Mesa Diretora, mas seguiu dividido entre as candidaturas dos deputados Jair Bolsonaro (RJ) e José Carlos Aleluia (BA). O deputado João Caldas (PL) foi candidato a 4ª secretaria da Mesa Diretora. Ele disputou a vaga com o colega de partido Edmar Moreira (PL-MG). Ao tentar impugnar a candidatura de Moreira, em plenário, o deputado chegou a ser vaiado. Caldas e Helenildo Ribeiro (PSDB), de todos os parlamentares alagoanos, foram os únicos que declararam apoio ao candidato dissidente do PT, Virgílio Guimarães. Apoiaram a candidatura de Luiz Eduardo Greenhalgh (PT-SP) os deputados Olavo Calheiros (PMDB), Givaldo Carimbão (PSB) e Jurandir Bóia (PSB), além de João Lyra (PTB). Rogério Teófilo (PPS) só se definiu na última hora, depois de se reunir com o partido. O deputado federal Givaldo Carimbão (PSB) apresentou sua candidatura a suplente de secretário da Mesa Diretora. Ele só entrou na disputa depois que o PSB confirmou sua indicação. O líder da bancada federal alagoana, deputado Benedito de Lira (PP) não foi localizado para manifestar sua posição. Nem sua assessoria soube confirmar se ele votaria com o governo ou no candidato do seu partido à presidência, Severino Cavalcante (PP-PE).