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SENADO APROVA TEXTO-BASE DO ARCABOUÇO FISCAL

Texto sofreu flexibilizações e voltará à Câmara; medida deve substituir teto como regra para controle de gastos do governo federal

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Plenário do Senado Federal durante sessão deliberativa ordinária.

Na ordem do dia, deliberação de autoridades sabatinadas pela Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional (CRE) e pela Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ). Plenário ainda pode votar o novo arcabouço fiscal (PLP 93/2023). 

Mesa:
senadora Soraya Thronicke (União-MS);
senador Weverton (PDT-MA); 
senador Omar Aziz (PSD-AM); 
presidente do Senado Federal, senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG);
secretário-geral da Mesa do Senado Federal, Gustavo A. Sabóia Vieira;
senador Marcos Rogério (PL-RO); 
vice-presidente do Senado Federal, senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB);
senador Rogerio Marinho (PL-RN); 
senador Davi Alcolumbre (União-AP).
 
Foto: Roque de Sá/Agência Senado
Plenário do Senado Federal durante sessão deliberativa ordinária. Na ordem do dia, deliberação de autoridades sabatinadas pela Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional (CRE) e pela Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ). Plenário ainda pode votar o novo arcabouço fiscal (PLP 93/2023). Mesa: senadora Soraya Thronicke (União-MS); senador Weverton (PDT-MA); senador Omar Aziz (PSD-AM); presidente do Senado Federal, senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG); secretário-geral da Mesa do Senado Federal, Gustavo A. Sabóia Vieira; senador Marcos Rogério (PL-RO); vice-presidente do Senado Federal, senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB); senador Rogerio Marinho (PL-RN); senador Davi Alcolumbre (União-AP). Foto: Roque de Sá/Agência Senado -

O governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) avançou mais uma casa na aprovação do novo arcabouço fiscal, consolidando a vitória política obtida primeiro na Câmara dos Deputados. O texto-base foi aprovado ontem no plenário do Senado por 57 votos a 17. O projeto sofreu flexibilizações e voltará à Câmara, mas espinha dorsal está mantida O placar expressivo mostra, mais uma vez, uma ampla folga em relação ao mínimo de 41 votos que o governo precisava reunir no Senado -um feito relevante para um governo que enfrenta dificuldades para consolidar uma base de apoio no Congresso Nacional. A validação do texto ocorreu mediante flexibilizações. O relator, senador Omar Aziz (PSD-AM), ampliou a lista de despesas que ficarão fora do limite de gastos, contemplando o Fundeb (Fundo de Manutenção da Educação Básica), o FCDF (Fundo Constitucional do Distrito Federal) e as despesas com ciência e tecnologia. Por causa das mudanças, o projeto precisará passar novamente pela Câmara antes de seguir para sanção presidencial. Dos três itens excluídos do arcabouço, dois (Fundeb e FCDF) já estavam livres da limitação na proposta original do governo. A Câmara havia optado por um aperto na regra, mas a configuração atual traz conforto à equipe do ministro Fernando Haddad (Fazenda). No caso das despesas com ciência e tecnologia, a proposta partiu de uma emenda do senador Renan Calheiros (MDB-AL), e sua aprovação contrariou o governo ao abrir a porteira para que outros grupos peçam tratamento diferenciado. A expectativa é que o dispositivo seja derrubado na Câmara, comandada por Arthur Lira (PP-AL). O ministro Haddad envolveu-se diretamente nas articulações políticas e conseguiu não só manter a espinha dorsal do arcabouço desenhado pela Fazenda, mas também venceu prognósticos pessimistas de que a votação no Senado teria de ser adiada para as próximas semanas. A equipe econômica espera que o avanço da nova regra fiscal contribua para reduzir as incertezas do mercado financeiro em relação ao futuro das contas públicas, embora ainda haja desconfiança quanto à execução da nova regra, excessivamente dependente de novas receitas. Para cumprir as metas fiscais, economistas projetam que o Executivo precisa arranjar ao menos R$ 100 bilhões em arrecadação extra apenas para 2024. Após a aprovação definitiva, o novo arcabouço fiscal vai substituir o atual teto de gastos, que permite o crescimento das despesas apenas pela inflação e ainda está em vigor, embora tenha sido driblado nos últimos anos.

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